As tradicionais máquinas de venda automática, uma das imagens mais conhecidas do cotidiano no Japão, estão perdendo espaço. O setor enfrenta queda no número de equipamentos, aumento de custos e concorrência cada vez mais forte de supermercados, farmácias e lojas de conveniência.
Segundo dados citados pelo Japan Forward, a Ito En reduziu em mais da metade sua rede de vending machines na última década.
A DyDo Group Holdings, que depende das máquinas para cerca de 90% do negócio doméstico de bebidas, registrou prejuízo líquido de aproximadamente ¥30,3 bilhões após contabilizar perdas ligadas ao desempenho fraco do setor.
A Sapporo Holdings também decidiu deixar o negócio de máquinas automáticas. A operação da Pokka Sapporo será transferida para a Life Drink Company em 1.º de outubro de 2026, em meio a uma reorganização do setor.
Preço pesa contra as máquinas
Um dos principais problemas é o preço. Uma garrafa de 600 ml de chá Oi Ocha, por exemplo, pode ter preço sugerido de cerca de ¥237, enquanto o mesmo produto pode ser encontrado em promoção por menos de ¥80 em supermercados e farmácias.
Em lojas de conveniência, o valor costuma ficar em torno de ¥150 a ¥160, reduzindo a vantagem das máquinas em locais com outras opções próximas.
Embora funcionem sem atendentes, as máquinas exigem reposição, manutenção, limpeza, coleta de dinheiro, eletricidade e motoristas para abastecimento.
Com menos vendas por equipamento e escassez de mão de obra no transporte, empresas passaram a retirar máquinas de locais pouco rentáveis, usar inteligência artificial para otimizar rotas e testar novos formatos, como máquinas de alimentos congelados e sobremesas.



