A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, indicou na quarta-feira (15) que poderá decidir no início de agosto se o governo reduzirá de 8% para 1% o imposto sobre o consumo cobrado sobre alimentos e bebidas. A medida teria duração de dois anos e entraria em vigor em abril de 2027.
Durante um debate no Parlamento (Dieta) com líderes da oposição, Takaichi afirmou que respeitará a conclusão de um conselho formado por representantes de diferentes partidos. O grupo analisa a proposta apresentada pelo Partido Liberal Democrata (PLD) liderado pela primeira-ministra.
Ao responder a Yuichiro Tamaki, líder do Partido Democrático para o Povo, Takaichi declarou que ainda haverá tempo suficiente para realizar os preparativos necessários caso as discussões sejam concluídas por volta do início de agosto. Ela também pediu que o conselho busque uma solução capaz de obter o apoio do maior número possível de parlamentares, mesmo que as negociações continuem até o fim de julho.
Financiamento da redução ainda gera divergências
O conselho deveria ter apresentado uma conclusão em junho, mas a decisão foi adiada devido à resistência de partidos da oposição. O principal ponto de divergência é a falta de esclarecimentos sobre como o governo compensará a perda de arrecadação. Na campanha para a eleição da Câmara dos Representantes, em fevereiro, o PLD e o Partido da Inovação do Japão prometeram zerar por dois anos o imposto sobre alimentos como medida de apoio às famílias diante da inflação.
A proposta de uma alíquota de 1% surgiu posteriormente porque permitiria adaptar os sistemas de caixas registradoras do comércio em cerca de seis meses, mais rapidamente do que no caso da isenção total. Para produzir um efeito equivalente à alíquota zero, a coalizão governista também propôs distribuir ¥600 bilhões por ano em auxílios financeiros.
Takaichi afirmou que o imposto voltará aos atuais 8% após os dois anos, enquanto Tamaki alertou que a retomada da cobrança poderá prejudicar a economia japonesa.
Fonte: JT



