Japão luta contra infertilidade em tratamentos de câncer

Japão criou normas sobre o tratamentos de câncer e os efeitos na vida sexual do paciente. Veja mais.

Imagem Ilustrativa

Todos os anos são registrados aproximadamente 20.000 pacientes com idade inferior a 40 anos com câncer no território japonês. Contudo, durante o processo do tratamento do câncer, há a possibilidade de os pacientes perderem a fertilidade devido aos danos nos testículos e ovários.

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Segundo a comunidade científica dos EUA, aproximadamente 70% dos pacientes perdem a capacidade de terem filhos após o tratamento.

A Sociedade Japonesa da Oncologia Clínica (JSCO) criou o primeiro livro de orientações sobre diretrizes voltadas para médicos na prevenção de casos de infertilidade após o tratamento.

O livro de orientações com cerca de 180 páginas tem como prioridade máxima o tratamento do câncer. Neste livro, estão reunidas algumas orientações aos médicos como: informar ao paciente sobre o risco de infertilidade após o tratamento, tratamentos médicos que consideram os impactos nas funções reprodutivas e, caso o paciente precisar, apresentar clínicas especializadas em medicina reprodutiva na medida do possível.

Além disso, nos casos de câncer de mama, o livro aconselha atrasar em no máximo 12 horas o início da terapia com agentes anticancerígenos após a cirurgia de remoção e, durante esse período, retirar óvulos do ovário, congelá-los e guardá-los. Em relação ao câncer cervical, quando o tumor tiver menos de 2cm e parar no início do útero, não é aconselhável remover todo o útero, assim ainda restará a possibilidade de a paciente engravidar mesmo após o tratamento. O livro reúne outras orientações gerais e procedimentos específicos para cada caso.

Daisuke Aoki, professor da Universidade de Keio e diretor da JSCO, explicou: “Os métodos de tratamento estão evoluindo e a taxa de sobrevivência dos pacientes com câncer está aumentando. Em meio a isso, estudar métodos de preservar a fertilidade do paciente após o tratamento tornou-se uma assunto importante, e espero que este livro de orientações seja amplamente compartilhado.”

Está prevista venda deste livro de orientações em livrarias de todo o Japão a partir do final do ano que vem.

Fonte: NHK News

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80% de prédios altos inspecionados não cumpriram leis de segurança contra incêndio

Publicado em 21 de junho de 2017, em Sociedade

Cerca de 80% de prédios altos em Tóquio que passaram por inspeções violaram a Lei de Segurança contra Incêndio. Veja mais.

Incêndio no edifício Grenfell Tower, de 24 andares, em Londres, ocorreu em 14 de junho (NHK)

Cerca de 80% de prédios altos em Tóquio que passaram por inspeções no local em 2016 violaram a Lei de Segurança contra Incêndio, de acordo com o Departamento de Bombeiros da capital do Japão.

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Muitos residentes do prédio alto em Londres que pegou fogo na semana passada foram vítimas das chamas porque demoraram para evacuar o edifício. Enquanto exige-se que habitações de tamanhos similares no Japão tenham medidas de prevenção contra incêndio em curso, muitas edificações em Tóquio estavam longe disso.

A Lei de Serviços contra Incêndio designa prédios de apartamentos com mais de 31 metros de altura (cerca de 11 andares) como “prédios altos”. De acordo com a Pesquisa de Terra e Habitação do Ministério de Negócios Internos e Comunicação, havia cerca de 26.700 complexos de apartamentos com mais de 11 andares em 2003, e o número cresceu aproximadamente 1.6 vezes, totalizando 42.400 em todo o país no ano de 2013. O ministério registrou 477 incêndios em edifícios altos no ano de 2016, com uma média de 3.4 metros quadrados em danos causados pelo fogo por caso.

Medidas de prevenção contra incêndios não estavam adequadamente em curso

De acordo com o Departamento de Bombeiros de Tóquio, dos 576 prédios de apartamentos da capital designados como edifícios altos onde inspeções no local foram realizadas em 2016, houve 1.456 violações da Lei de Serviço de Incêndio em 463 prédios, cerca de 80% dos pesquisados. Das violações, 1.025 eram casos em que medidas de prevenção contra incêndios não estavam adequadamente em curso, como a falta de um “gestor de prevenção de incêndio”, que é responsável por colocar juntos os planos de evacuação e garantir que treinamentos apropriados sejam realizados, ou planos de defesa contra incêndios apropriados. Em prédios de apartamentos com violações, houve muitos casos onde treinamentos de evacuação de incêndio nunca foram conduzidos.

Realização de treinamentos de evacuação em caso de incêndios é importante

O departamento de bombeiros salienta que a realização de treinamentos de evacuação em caso de incêndios em uma base rotineira é extremamente importante. Já em relação a como agir quando ocorrer um incêndio, o departamento também pede aos residentes que usem as escadas quando evacuar o prédio. Se usarem o elevador para escapar, elas correm o risco de ficarem presas se a energia for cortada, além disso o equipamento de transporte pode ficar impregnado de fumaça.

A Lei de Normas de Construção também exige que prédios de apartamentos altos tenham contramedidas em curso. Em princípio, a lei exige que prédios de 11 andares ou mais altos tenham extintores e alarmes de incêndio instalados, assim como paredes e pisos fabricados com materiais à prova de fogo, como concreto. Exige-se também que cortinas e carpetes retardadores de chamas sejam usados.

Fonte: Mainichi
Imagem: NHK

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