Especialista em terremotos aponta 2 áreas de muita cautela para 2019

Shunji Murai, professor emérito da Universidade de Tóquio, afirma que o terremoto é previsível e que há 2 áreas de alto risco.

Caso ocorra o temido Terremoto Nankai Trough incêndios serão de grande proporção (governo)

O professor emérito da Universidade de Tóquio, Shunji Murai, 79 anos, especialista em terremotos e um dos sócios da empresa JESEA-Japan Earthquake Science Exploration Agency, explica sobre o terremoto de 3 de janeiro e faz predições.

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Kumamoto teve um abalo sísmico de intensidade 6 em 3 de janeiro, no feriado de Ano Novo. “Esse terremoto pode ser um gatilho para um de grande proporção”, afirma. Continua explicando “o Japão passou por uma quietude anormal depois da segunda quinzena de outubro e em cerca de 2 meses ocorreu esse de Kumamoto”.

Segundo o professor, esse ocorreu depois do estado silencioso por mais 3 semanas, por isso, “não posso negar a possibilidade de movimentos semelhantes em outros locais, no futuro”, explica.

Embasado no que faz predição?

Explica que há 1.300 pontos eletrônicos de referência, com dados de GPS, instalados em todo Japão. Todo e qualquer mínimo movimento é usado para análise em relação à ocorrência de terremotos.

Professor emérito da Universidade de Tóquio, Shunji Murai, sismólogo (JESEA)

Semanalmente são analisados dados das flutuações anormais, elevação e subsidência da superfície do solo e movimentos horizontais na direção de um dos pontos cardeais. Por isso, tanto o terremoto de 3 de janeiro quanto o de 8, na Ilha Amami, foram previstos e publicados através do app Predição do Megaterremoto (MEGA地震予測).

Esse app desenvolvido, tanto para iOS quanto Google Play, pode ser obtido tocando sobre os respectivos sistemas operacionais em vermelho. Ambos são em japonês e é preciso pagar pelo uso, ¥380 mensalmente, já com imposto.

2 áreas das 5, de risco de terremotos

O especialista gerou um mapa rankeando as 5 áreas com maior risco de terremotos de grande intensidade. As mais relevantes são 2, no ponto de vista de Murai.

  1. Região metropolitana e parte de Tokai
  2. Nankai e Tonankai

Ambas são áreas onde o governo alertou que há uma alta probabilidade de ocorrência de um grande terremoto dentro dos próximos 30 anos. Porém, segundo o professor, foram observados movimentos na superfície de ambas as zonas, ao mesmo tempo.

Ele explica que a primeira vez foi na primeira quinzena de julho do ano passado, depois na segunda quinzena, de uma só vez em flutuações anormais no mar, a sudeste, entre essas 2 áreas.

As duas das 5 áreas de alto risco (JESEA)

2019, ano perigoso

Depois foi na segunda quinzena de setembro para o começo de outubro, na Península de Izu, na Península de Kii e em Shikoku. Em seguida observou o estado de calmaria. “Tenho chamado para a vigilância, pois o risco de terremoto é alto”, observou.

Desde a ocorrência do Grande Terremoto ao Leste do Japão, essas são as áreas com mais movimentação anômala.

Chamado de Terremoto Showa Nankai, o Nankai Trough da época, ocorreu em 1946. Antes dele ocorreram o Terremoto de Tottori em 1943 e o Terremoto de Mikawa, em 1945. Segundo o professor os movimentos são muito parecidos à epoca. Como vem aumentando o número de tremores desde 2016, há que se tomar cuidado neste ano de 2019, alerta.

Releia as matérias que podem ajudar na prevenção e em caso de emergência, tocando sobre elas:

Fontes: Post Seven, Josei Seven e JESEA

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Primeiros ‘gelos flutuantes’ do inverno são avistados em Hokkaido

Publicado em 14 de janeiro de 2019, em Sociedade

Segundo o observatório de meteorologia de Abashiri, alguns gelos flutuantes poderão chegar à costa no início de fevereiro.

Primeiros ‘gelos flutuantes’ ao largo da costa de Abashiri (NHK)

Funcionários de um observatório meteorológico na província de Hokkaido avistaram gelos flutuantes no Mar de Okhotsk pela primeira vez neste inverno, a cerca de 20Km ao largo da costa da cidade de Abashiri por volta das 14h de domingo (13).

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A observação foi feita 15 dias antes em comparação ao ano passado e 8 dias antes da média.

Ventos do norte vêm atingindo o largo da costa de Abashiri desde a quinta-feira (10) e é provável que continuem até esta segunda-feira, empurrando o gelo mais para o sul.

Contudo, um sistema de baixa pressão deve reverter a direção dos ventos na terça-feira (15).

De acordo com o observatório, alguns gelos flutuantes poderão chegar à costa no início de fevereiro.

Fonte: NHK

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