Presidente da China adia visita ao Japão em meio ao surto de coronavírus

Decisão para adiar o compromisso de abril segue semanas de especulação.

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Shinzo Abe e Xi Jining apertam as mãos em foto tirada em 2018 (Wikimedia)

O presidente chinês Xi Jinping adiou sua visita ao Japão em abril, disse o governo japonês na quinta-feira (5), encerrando semanas de especulação sobre se a viagem seguiria em frente em meio a esforços para conter o surto de coronavírus.

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Xi teria sido o primeiro presidente chinês recebido pelo Japão como convidado de estado em  mais de uma década e teria uma reunião com o imperador Naruhito e realizaria uma cúpula com o primeiro-ministro Shinzo Abe.

Entretanto, as preparações foram impedidas pelo novo coronavírus, que já matou mais de 3 mil pessoas e infectou cerca de 90 mil, em sua grande maioria na China, com várias reuniões entre oficiais do governo no processo para a visita sucessivamente canceladas.

O atraso é um revés para Abe, que tinha esperança para uma conquista política estrangeira em meio a disputas bloqueadas com a Coreia do Sul e Rússia.

A visita de Xi seria destinada a destacar melhorias recentes em relações bilaterais após anos de inimizade por uma disputa territorial no Mar do Leste da China.

O último presidente chinês a ser recebido no Japão como convidado de estado foi Hu Jintao em maio de 2008.

Também era esperado que Abe e Xi assinassem um novo documento político estabelecendo a fundação para futuras relações bilaterais, o quinto de seu tipo desde 1972, quando os dois países normalizaram relações diplomáticas.

Contudo, a recente propagação do coronavírus evitou que os países criassem o novo documento, disseram fontes diplomáticas.

O coronavírus que causa a doença Covid-19 se originou em dezembro do ano passado na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei, um grande centro de negócios e transporte com uma população de cerca de 11 milhões.

Relações bilaterais estão tensas com frequência por uma história de tempo de guerra e disputa territorial, mas as duas nações agora descrevem suas relações como tendo “voltado ao normal”, já que elas foram encorajadas por visitas recíprocas de seus líderes.

Fonte: Asia Nikkei

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Proibição da revenda de máscaras com punição

Publicado em 6 de março de 2020, em Sociedade

O governo irá proibir a revenda de máscaras devido à escassez em meio à disseminação do novo coronavírus. Máscara de gaze é uma opção de reuso.

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Máscara descartável (PM)

Valendo-se da Lei Nacional de Medidas de Emergência para Estabilização dos Meios de Subsistência, promulgada em 1973 como resposta à crise do petróleo, o Primeiro-Ministro Shinzo Abe informou na quinta-feira (5) que irá tomar medida em relação à revenda de máscaras. 

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Essa emenda será incluída no segundo plano de resposta na emergência à disseminação do novo coronavírus a ser encaminhada para decisão do gabinete no dia 10 visando a implementação na próxima semana. 

Na escassez as máscaras se tornaram objeto de especulação das empresas e pessoas que revendem a preços altos nas lojas online. Com essa medida o governo impedirá que alguns comerciantes e indivíduos assumam o controle. “A compra para revenda está alimentando a escassez de máscaras nas lojas”, apontou Abe. 

Prisão ou multa como penalidade

Essa medida coibirá essas ações de revenda, independente dos preços praticados, com aplicação de sansão.

A princípio a revenda pelas lojas online e sites de leilão online será proibida e, claro, os varejistas que normalmente compram e vendem não serão alvo de aplicação.

A penalidade pela violação deverá ser de prisão de até 5 anos ou pagamento de multa de até 3 milhões de ienes. 

Se ainda não leu, Amazon e Mercari estão fazendo uma varredura das empresas e pessoas que revendem máscaras a preços exorbitantes.

Máscara de gaze, reutilizável depois de lavada (Mainichi)

Opção da máscara de gaze

Como opção à máscara descartável feita de não-tecido o governo sugere a de gaze, a qual pode ser lavada diariamente e ser reutilizada por várias vezes. 

A fabricante de produtos médico-hospitalares Kowa, de Nagoia (Aichi), informou na quinta-feira que atendendo ao pedido do governo irá produzir 15 milhões de máscaras de gaze em março e em abril deverá aumentar para 50 milhões de unidades, com produção em sua fábrica em Myanmar.

Fontes: JNN, Nikkei, Sankei e Mainichi

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