Biden diz que ‘invasão’ russa da Ucrânia está começando

Moscou ordenou o envio de tropas a duas regiões separatistas no leste da Ucrânia. Biden disse que isso é o começo de uma ‘invasão’ russa.

O presidente americano Joe Biden (banco de imagens)

A Rússia está começando uma “invasão” da Ucrânia, disse o presidente Joe Biden na terça-feira (22), visto que ele e outros líderes avançaram com a imposição de sanções sobre Moscou em resposta a sua ordem de envios de tropas a duas regiões separatistas no leste da Ucrânia.

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A situação em relação à Ucrânia se agravou quando a Rússia, que vem acumulando tropas perto da Ucrânia há meses, reconheceu na segunda-feira (21) as duas repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Luhansk como independentes e ordenou que tropas fossem enviadas aos locais para missões de “manutenção de paz”.

“Isso é o começo de uma invasão russa da Ucrânia”, disse Biden na Casa Branca, criticando a ação de Moscou como “uma violação flagrante da lei internacional” que “exige uma resposta firme da comunidade internacional”.

O secretário de estado Antony Blinken disse no fim da terça-feira que ele havia cancelado uma reunião com seu homólogo russo Sergey Lavrov na quinta-feira (24) na Europa para discutir a crise da Ucrânia, embora ele tenha dito que os EUA continuem comprometidos com a diplomacia.

O engajamento entre os principais diplomatas era destinado a pavimentar caminho para uma possível cúpula entre Biden e o presidente russo Vladimir Putin, que seria realizada desde que uma invasão não ocorresse.

O que Biden chama de “primeiro lote” de sanções atingirá duas instituições financeiras estatais russas, assim como 5 indivíduos da elite e suas famílias conectados ao Kremlin, e vai impor restrições sobre a dívida soberana russa.

Fonte: News and Culture

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Sanções contra a Rússia, como fica a situação no Japão

Publicado em 23 de fevereiro de 2022, em Política

O Japão anunciou o pacote de sanções contra a Rússia. Isso poderá causar consequências na economia, principalmente em Aichi.

Fumio Kishida, na manhã de quarta-feira (NHK)

O Primeiro-Ministro do Japão, Fumio Kishida, fez um pronunciamento às 10h de quarta-feira (23), para explicar sobre o pacote das sanções contra a Rússia e as consequências.

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Disse que está em conversação com o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) desde a noite de terça-feira (22), para ações em cooperação estreita. 

As sanções contra a Rússia são 3 medidas imediatas. Informou que a emissão de visto para os russos está suspensa, bem como o congelamento dos ativos; suspensão das importações e exportações e também a proibição da emissão e distribuição de novos títulos soberanos.

Informou que recomenda aos cidadãos japoneses na Ucrânia a voltarem imediatamente.

Kishida disse que com o estoque de combustíveis do país, o suficiente para 2 a 3 semanas, não afetará a distribuição.

Impacto no Japão, principalmente em Aichi

Satoshi Shimasawa, diretor de pesquisa do Instituto de Pesquisa Socioeconômica da Área de Chubu, analisa que as sanções econômicas à Rússia afetarão as principais indústrias da província de Aichi.

Tensão porque Ucrânia pode ser atacada pela Rússia e Bielorrússia (NHK)

As exportações do Japão para a Rússia são de cerca de 1 trilhão de ienes, 40% são automóveis acabados e 10% são peças de automóveis.

Além disso, alguns dos produtos importados da Rússia incluem metais não ferrosos, como platina e paládio, que são catalisadores para a purificação de gases de escape de automóveis, o que provavelmente terá um impacto considerável nas montadoras e fabricantes de autopeças, que são as principais indústrias de Aichi.

Os preços dos principais itens de exportação da Rússia, como petróleo e gás natural, mais trigo e milho, deverão subir.

Em relação a estes, o Japão não importa muito diretamente da Rússia, mas se as sanções econômicas reduzirem as exportações da Rússia, a oferta para o mundo ficará estagnada, causando concorrência e aumento dos preços globais.

O preço da gasolina e o aumento do preço dos produtos à base de trigo provavelmente afetarão os bolsos dos consumidores finais. O litro da gasolina, atualmente na faixa dos 170 ienes, poderá ter um aumento chegando a 18 ou 190 ienes.

Fontes: NHK e TV Aichi

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