Brasileira que se tornou professora em Mie relata suas dificuldades rumo ao sonho

O tema da palestra foi o sonho de se tornar professora que se materializou mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pela brasileira que chegou ainda criança no Japão.

A brasileira palestrou para 100 pessoas da área da educação em Mie (NHK)

Foi realizada uma palestra na cidade de Yokkaichi (Mie), na quarta-feira (15), para um público de cerca de cem pessoas, tanto online quanto presencial, pela brasileira Jessica Oyama, que se tornou professora, por não ter abandonado seu sonho mesmo enfrentando inúmeras dificuldades.

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Jessica relatou que veio ao país do Sol Nascente quando tinha apenas 10 anos e ao ingressar na escola japonesa já teve sua primeira barreira, o idioma. Logo enfrentou outras dificuldades, como por exemplo o chamado bukatsu – atividade extracurricular – até a noite, coisa que não tem nas escolas do Brasil.

Relatou que trabalhou duro para realizar o sonho de se tornar professora, relatando o que enfrentou nas diferenças culturais e nos diversos aprendizados, para destacar que as crianças estrangeiras não sejam limitadas nas suas escolhas em relação ao futuro, por causa de sua nacionalidade ou raça.

A partir de abril lecionará inglês em uma escola colegial na cidade de Yokkaichi

“Acho que, como Jessica realizou seu sonho, se tornará uma meta para crianças de nacionalidade estrangeira e quero continuar me esforçando”, disse uma espectadora da área de educação, na casa dos 30 anos.

Fonte: NHK

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Nitto Denko terá que pagar 32,46 milhões de ienes a 60 brasileiros que o levaram ao tribunal

Publicado em 17 de março de 2023, em Sociedade

O valor dessa decisão ficou bem aquém do reclamado e o grupo demandante não ficou satisfeito porque nem todas as disparidades foram reconhecidas.

Coletiva de imprensa do demandante brasileiro e a banca de advogados, após o julgamento (Ise Shimbun)

O juiz do Tribunal Distrital de Tsu (Mie) bateu o martelo para uma ação civil movida contra a Nitto Denko, sediada em Osaka, uma grande empresa de componentes eletrônicos, por 60 trabalhadores nikkeis brasileiros não regulares que trabalham na planta de Kameyama (Mie).

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A decisão do juiz, na quinta-feira (16), foi de aceitar parcialmente a reclamação da disparidade salarial, em relação aos 60 brasileiros que executam as mesmas tarefas nas mesmas condições de trabalho que os colegas com contratação regular, e condenou a empresa a pagar aproximadamente 32,46 milhões de ienes. Ele disse que algumas disparidades são inconsistentes.

O grupo de trabalhadores brasileiros entrou com a ação judicial requerendo indenização pelos danos, de cerca de 289 milhões de ienes, pelas diferenças de tratamento em relação a auxílio-transporte, auxílio-doença, licença-refeição, gratificação e salário, férias anuais remuneradas, licenças especiais e programas assistenciais. Algumas não foram consideradas razoáveis e citou que os funcionários regulares têm outras obrigações administrativas, por isso têm os subsídios a mais.

“É inaceitável que não recebamos os bônus, embora a responsabilidade seja a mesma dos funcionários regulares“, disse um dos demandantes, o brasileiro Milton H. Ii ou Inoi (井伊博之ミルトン), manifestando intenção de recorrer.

Fontes: Chunichi, Ise Shimbun e Asahi

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