N-Box continua sendo o carro mais vendido no Japão pelo 6º mês

O N-Box manteve o lugar de topo embora suas vendas tenham caído 1,6% em comparação ao ano anterior para 19.652 unidades.

O N-Box foi top de vendas em fevereiro deste ano (banco de imagens)

O veículo leve (kei jidosha) da Honda, o N-Box, continuou sendo o carro novo mais vendido no Japão pelo 6º mês consecutivo em fevereiro, mostraram dados na segunda-feira (6).

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O N-Box manteve o lugar de topo embora suas vendas tenham caído 1,6% em comparação ao ano anterior para 19.652 unidades após demanda vigorosa de 2022 graças ao lançamento de uma versão parcialmente remodelada.

O subcompacto Yaris da Toyota ficou em 2º, seguido pelo Corolla da Toyota, de acordo com a Associação de Comerciantes de Automóveis e a Associação de Motocicletas e Veículos leves no Japão.

Cinco dos 10 modelos principais em fevereiro foram veículos leves.

Em outras categorias, as vendas do Yaris da Toyota e da minivan Serena aumentaram de forma significativa. Uma versão remodelada do Yaris foi lançada em agosto do ano passado.

Fonte: Nippon

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Pior das suposições na ocorrência do temido megaterremoto Nankai Trough em 2 partes

Publicado em 6 de março de 2023, em Prevenção

Essas suposições são para o caso da ocorrência de 2 megaterremotos sequenciais, primeiro de uma parte do Nankai Trough e depois da outra.

Simulação de incêndio e destruição no caso de um megaterremoto em uma metróple (NHK)

A emissora estatal NHK realizou uma reportagem especial veiculada na noite de sexta-feira (3) sobre a pior das suposições na ocorrência do megaterremoto Nankai Trough ou Fossa de Nankai, na tradução livre.

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Afinal, esse megaterremoto poderá ocorrer a qualquer hora.

A emissora destacou o hanware (半割れ), o que significa uma falha do leito rochoso subterrâneo chamado de fenda (割れ), e na área do epicentro onde terremotos ocorreram repetidamente no passado, a metade oeste teve uma fenda e depois surge de outra fenda na outra metade leste, desencadeando 2 tremores muito fortes. Esse termo expressa, então, uma sequência de terremotos. 

Isso poderá ocorrer horas depois como foi em 1854 ou em poucos dias como aconteceu em 1944, em 2 dias e meio.

Supondo que se a magnitude no epicentro seja de 8,9 desencadeará um forte tsunami. Ocorrerão abalos muito fortes de intensidade sísmica 7 em Mie, Kinki, Shikoku e Kyushu; sendo que em Kanto e Shizuoka deverá ser de 3 ou 4 e 5 fraca ou 5 forte em Aichi.  

O caso da ocorrência do primeiro megaterremoto, as regiões Kinki, Shikoku e parte de Kyushu serão as mais afetadas (NHK)

Mas, isso não é tudo. Se o megaterremoto Nankai Trough ocorrer apenas na área oeste, o risco de um outro na área oposta (hanware) aumenta.  

Nesse caso, os abalos serão de intensidade sísmica 7 em Aichi e Mie; 6 em Shizuoka, Nagano, Gifu e parte da região Kinki.

No caso do segundo megaterremoto, as províncias mais afetadas com tremor de intensidade 7 serão Aichi e Mie (NHK)

Ou seja, poderão ocorrer 2 megaterremotos sequenciais com tremores violentos nas áreas mais densamente povoadas. Serão 2 megaterremotos que o Japão jamais vivenciou.

O professor emérito Yoshiaki Kawata, da Universidade de Quioto, que lidera os esforços de prevenção de desastres no Japão há muitos anos, aponta que existe o risco de que o desastre se torne um de magnitude que afetará a força nacional.

“Será um desastre enorme que causará tantos danos que é difícil saber por onde começar. No mundo de hoje, tudo está conectado por redes, então mesmo que uma parte sofra grandes danos, isso afeta o todo. Por exemplo, se um megaterremoto causar grandes danos, principalmente em Osaka e Nagoia, e embora Sapporo e Fukuoka estiverem bem, os danos serão ultrajantes. Será um desastre a ponto de desencadear o declínio do Japão”, analisa o professor.

O megaterremoto Nankai Trough mataria pelo menos 323 mil pessoas

Nankai Trough e a seta indica o possível epicentro do megaterremoto (NHK)

Em 2016 a província de Kumamoto teve dois terremotos de intensidade 7, sequenciais. Dependendo da área, os dois tremores colocaram as casas no chão, causando um desastre sem precedentes na província.

Cidade de Mashiki, em Kumamoto, parcialmente destruída depois do segundo terremoto (NHK)

Equipes de resgate

Em outras entrevistas com especialistas revelaram que os arranha-céus, como prédios comerciais e apartamentos residenciais, podem sofrer danos sem precedentes. No megaterremoto, cidades como Osaka, Nagoia e Tóquio serão particularmente muito prejudicadas.  

No caso da ocorrência de dois terremotos sequenciais, os arranha-céus não quebrariam ou cairiam, mas as simulações no computador mostram que no segundo abalo, os danos poderão ser visíveis. Cerca de 621 mil edifícios poderão cair ou desabar, só na região Kinki.

À esq. simulação dos danos (em vermelho) no 1.º terremoto em um prédio de 100 metros, e os danos no 2.º tremor, entortando o arranha-céu (NHK)

O tsunami que poderá chegar em 3 minutos depois do terremoto e assolar as cidades costeiras, mataria 70% das vítimas. A altura das ondas poderá chegar a 26 metros. Depois, no segundo terremoto, novamente desencadeará um tsunami com ondas de até 3 metros de altura, de Chiba a Miyazaki.

Caso aconteçam terremotos sequenciais, existe o alto risco de que as equipes de resgate demorem a chegar.  

Unidades em 10 províncias da costa do Pacífico (Shizuoka, Aichi, Mie, Wakayama, Tokushima, Kagawa, Ehime, Kochi, Oita e Miyazaki) não planejam despachar as equipes para as áreas de desastre em outras províncias. O motivo é a preparação para o segundo forte tremor.

Equipes de resgate (NHK)

Mesmo que os danos causados ​​pelo primeiro grande terremoto sejam pequenos, se ocorrer um outro e as equipes estiverem nas áreas afetadas não conseguirão socorrer na própria província.   

Impacto econômico dos 2 megaterremotos

Pela primeira vez, os especialistas simularam o impacto econômico caso ocorram 2 megaterremotos. O grupo de pesquisa do professor Hiroyasu Inoue, da Universidade de Hyogo, fez análises através do supercomputador Fugaku e concluiu que os danos econômicos chegariam a 134 trilhões de ienes. Esse número é 10 vezes maior do que o investido para recuperar as áreas após o Grande Terremoto ao Leste do Japão em 2011.

“Como todas as empresas estão conectadas por inúmeras cadeias de suprimentos, uma vez que um grande tremor ocorra, uma reação em cadeia de falências ocorrerá como um efeito dominó. Se ocorrer um segundo megaterremoto quando a economia ainda não estiver totalmente recuperada, os danos serão enormes e a economia japonesa poderá não conseguir se recuperar totalmente”, analisa o professor Inoue.

Por outro lado, o professor emérito Nobuo Fukuwa, da Universidade de Nagoia, pensa de forma diferente. “O Japão já teve experiências de 9 terremotos Nankai Trough em sua história, mas nossos predecessores superaram cada um deles. Isso significa que podemos superar o próximo desastre e criar uma era melhor. Os terremotos que sabemos que estão por vir, não apenas nos assustarão, mas também a sociedade vai mudar para que possamos superá-los positivamente. Espero que todos e cada um de nós estejamos bem preparados para um terremoto e continuemos com o desejo de reduzir os danos”, falou mais otimista.

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Assista a um outra matéria completa, em japonês, para ver as simulações, tocando aqui.

Fonte: NHK

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