Lançamento das moedas comemorativas da Expo 2025 Osaka-Kansai

Cerca de 5 moedas com valores entre ¥500 e ¥10 mil serão lançadas em três datas diferentes antes da abertura da expo.

O lado frontal da moeda de ¥1 mil que comemora a Expo 2025 Osaka-Kansai (à esq.) e o verso (à dir.) – site do Ministério das Finanças do Japão

O Ministério das Finanças do Japão emitirá moedas comemorativas da Expo 2025 Osaka-Kansai, disseram funcionários do departamento superior.

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Cerca de 5 moedas com valores entre ¥500 e ¥10 mil serão lançadas em três datas diferentes antes da abertura da expo. Para a primeira data, em torno do fim de novembro, o ministério está planejando emitir 50 mil moedas de prata que valem ¥1 mil.

As moedas de prata terão 40mm de diâmetro e pesarão 31.1 gramas. Ambos os lados da moeda terão a logo da expo, com o lado frontal também exibindo uma ilustração do local do evento, a ilha artificial de Osaka, Yumeshima.

O preço de venda das moedas será de ¥13,8 mil, incluindo imposto. Ela estará disponível apenas na Japan Mint, que começará a aceitar pedidos a partir de 8 de agosto de 2023. Toque aqui para mais informações.

Fonte: Yomiuri

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Violência nas escolas do Brasil: precisamos discutir

Publicado em 19 de abril de 2023, em Psicóloga Flavia Shiroma de Paula

A escola ainda é um lugar seguro para as crianças? Pais preocupados e crianças com medo, como lidar com esta situação?

Violência nas escolas: criança com medo de atirador (ilustrativa)

Sim, é preciso falar sobre a violência nas escolas brasileiras, até porque muitos verde amarelos vivem no Japão a trabalho, mas têm filhos estudando no Brasil sob os cuidados de familiares ou pretendem voltar e continuar os estudos das crianças. Então essa angústia também pode ser sua!

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Vamos refletir juntos?

Este é o tema do momento em todos os meios de comunicação no Brasil e no mundo! Ainda é cedo para afirmar se o número de atentados nas escolas aumentou ou se foram os holofotes das mídias que se voltaram com total foco para uma questão que já vinha acontecendo há tempos e, que por questões políticas ou não, não recebiam tanta atenção.

O fato é que no dia 5 de abril houve um ataque na creche infantil Bom Pastor na cidade de Blumenau (SC), onde um homem invadiu o pátio e matou quatro crianças com idades entre 5 e 7 anos, ferindo outras que foram hospitalizadas.

Infelizmente esse não foi um ataque isolado. Nos últimos oito meses, outros 9 casos trágicos como este foram registrados no Brasil, o que vem causando muita comoção, preocupação e ansiedade, tanto nos pais, quanto em seus filhos.

A escola não é mais um lugar seguro?

As questões que ficam são:

  • a escola não é mais um lugar seguro para as crianças?
  • Será que deve ser reivindicada segurança armada nas escolas?
  • Será que a segurança armada não aumentaria a violência de um modo geral, pelo simples fato das crianças se depararem com essas escoltas todos os dias, impregnando as suas lembranças tão inocentes e puras da infância, com fardas, cassetetes à mostra, portas blindadas e todo o arsenal de guerra?

Por mais que cada atentado seja uma situação traumatizante e terrivelmente triste, ainda são casos isolados, portanto a escola continua sendo um dos locais mais seguros para os seus filhos sim e, lamentavelmente, essas tragédias não serão freadas com medidas de seguranças simples dentro das escolas. O “buraco é mais embaixo”, passando por problemas antigos de ordem social e econômico do país.

Claro que um segurança a mais protegeria “um pouco” mais aqueles alunos por um tempo, mas isso não deve ser tratado como uma solução.

O problema não é a escola, mas quem a ataca, quem a invade, quem mata!

Crianças com medo, pais receosos. Como lidar com esta situação?

O medo é um sentimento natural e deve existir em nossas vidas até para nos proteger. Imagine se você não tivesse medo de nada? Certamente se colocaria em situações de risco a todo momento. Então, a questão não é a existência do medo, mas a intensidade dele.

Nesses casos, a psicoterapia é recomendada para ajudar a pessoa a identificar e nomear corretamente o que sente. Reconhecer quando é medo, ansiedade, alerta e pânico, por exemplo, o auxiliaria muito no manejo do seu autocontrole.

O apoio dos pais é fundamental, então encoraje o seu filho a continuar indo à escola e lembre-o de que o que estão acontecendo são fatos isolados.

Não alimentar a sua mente nem da sua família com notícias da internet o tempo todo também pode ajudar. Quanto mais você acessar as notícias de fontes duvidosas, além de correr mais riscos de ler, acreditar e disseminar as fake news, você também estará contribuindo para aumentar a sua ansiedade em relação ao tema.

Quanto aos atendimentos psicológicos que tenho realizado, as questões mais comuns trazidas pelos pacientes envolvem o desejo deles de desenvolver habilidades para observar o outro numa tentativa de evitar um novo ataque, o qual ninguém sabe quando e onde será. Acredito que esta seja uma das maiores angústias: será que a próxima escola será a minha?

Para isto, os pais devem se envolver cada vez mais nas vivências dos filhos na escola, exigindo, inclusive, a contratação de profissionais da área da saúde mental para amenizar os impactos desses medos.

Não é entrando na paranoia de achar que seu colega do lado poderá atacar alguém por causa de alguns comportamentos que vai trazer alívio emocional, muito pelo contrário. Só não fique distraído, mas tente relaxar a mente e seguir com sua rotina.

Como superar e seguir em frente

Sempre que precisamos superar obstáculos e desafios que abalaram a nossa capacidade de seguir com a vida, é importante olhar ao redor e pensar quem compõe a sua rede de apoio, seus familiares, um amigo, um vizinho, ou seja, uma rede de pessoas capazes de te acolher num momento de angústia e que você confie. Assim poderá recorrer quando quiser desabafar.

Busque ajuda psicológica e invista no seu autoconhecimento.

Experimente estas dicas simples:

  • Faça reuniões em família, deixe seus filhos falarem. O diálogo pode aproximá-los e, com o tempo, seus filhos começam a perceber que existe espaço para contar as coisas deles, o que acontece no ambiente escolar ou com os amigos. Para os pais, saber o que acontece na escola através dos filhos pode deixá-los menos ansiosos.
  • Visite a escola regularmente. Os filhos sentem confiança sabendo que você (ou o tutor dele no caso de estar no Japão) está presente, atento, como parceiro e cuidador, mas cuidado com o contexto. Se os pais não se dão bem com seu filho, ir à escola com certa regularidade pode indicar perseguição e, ao invés de ajudar, só vai piorar as coisas. Tudo depende!

Caso queira conversar sobre este assunto ou procurar orientações psicológicas, entre em contato com a autora e solicite atendimento.

Psicóloga Flavia Shiroma de Paula (toque para conectar no Instagram) ou (toque para conectar no Whatsapp)

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