Google escolhe Brasil para testar novo recurso antirroubo de celular

O Google disse que o feedback dos brasileiros inspirou esses recursos antirroubo, e o país será o primeiro a testá-los.

O problema de roubos de celulares é particularmente grave em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro (ilustrativa/banco de imagens)

O Google disse na terça-feira (11) que escolheu o Brasil, um país onde cerca de 2 celulares são roubados a cada minuto, para testar um novo sistema de inteligência artificial (IA) para bloquear automaticamente smartphones Android que foram levados.

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Usuários no Brasil, disse a gigante da tecnologia em seu blog, agora terão acesso a recursos como espaço privado para esconder apps com dados sensíveis atrás de um PIN (Personal Identification Number ou Número de Identificação Pessoal) separado, e um bloqueio de tela automático se a IA detectar movimento repentino indicando roubo.

Um outro recurso novo é a habilidade de bloquear acesso a dados de dispositivo remotamente, sem a necessidade de senha, ao simplesmente usar o número de telefone.

“O feedback dos brasileiros inspirou esses recursos antirroubo, e o país será o primeiro a testá-los”, disse o Google.

A versão piloto estará disponível no Brasil a partir de julho, antes do app ser lançado mais amplamente no fim deste ano para bilhões de dispositivos.

A principal competidora móvel do Google, a Apple, lançou um sistema antirroubo para iOS em janeiro.

De acordo com os dados mais recentes do Fórum do Brasil sobre Segurança Pública, uma ONG (Organização sem Fins Lucrativos), o país registrou cerca de 1 milhão de roubos de celulares em 2022, ou 1.9 a cada minuto.

Isso foi um aumento de 16,6% de 2021, com o problema particularmente grave em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: Japan Today

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Fraudes das 5 montadoras preocupam quase 70 mil empresas

Publicado em 12 de junho de 2024, em Economia

Até terça-feira, só uma das 5 montadoras deu explicações aos fornecedores e parceiros, incluindo como compensá-los.

Foto ilustrativa de um teste no motor de um veículo (PM)

As fraudes das 5 montadoras em relação à designação dos modelosToyota, Mazda, Honda, Yamaha e Suzuki – deixam os fornecedores e parceiros preocupados, pois uma parte delas está com suspensão temporária das linhas de produção dos veículos alvo de investigação. 

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A Tokyo Shoko Research revelou em junho de 2024 que as 7 montadoras nacionais têm pelo menos quase 70 mil parceiros de negócios em todo o país. Em termos de vendas, 36.798 são pequenas e médias empresas (PMEs) com vendas anuais inferiores a 1 bilhão de ienes e representam mais da metade das empresas. São as PMEs que suportam a cadeia de abastecimento.   

“Devido à descoberta das fraudes, uma parte da produção e com da expedição, estão ambas suspensas. Há preocupação do impacto sobre os fornecedores”, disse um porta-voz da Tokyo Shoko Research.

Quase 70 mil parceiros de negócios das montadoras afetados 

Nessas circunstâncias, de acordo com o site oficial da Tokyo Shoko Research, foram extraídos de seu banco de dados de 3,9 milhões de empresas, os fornecedores dessas montadoras, de primeiro e segundo patamares dessa escala de produção direta e indireta, os quais somam 130.475. Depois de eliminada a duplicação de tradings dentro de cada fabricante de automóveis, existem 114.201 empresas, e mesmo depois de somar todas as tradings e eliminar as duplicações, a soma foi de 69.860 empresas

Analisando os parceiros de negócios por setor, a indústria de transformação, como os fabricantes de autopeças, responde pela maior fatia, de 29,9% do total. Seguiram-se o comércio atacadista, incluindo materiais siderúrgicos, máquinas e peças no atacado, com 19,5%, a indústria de serviços, como limpeza e conserto de máquinas, com 18,0%, e o comércio varejista, incluindo concessionárias de veículos, com 12,2%.

Por província, Tóquio tem o maior número de fornecedores e parceiros (13.693), seguida de Aichi (8.473), onde está localizada a sede da Toyota Motor. Em terceiro, quarto e quinto lugares, estão as empresas de Osaka, Kanagawa e Shizuoka, respectivamente. Mas, de outras províncias como Saitama, Hokkaido, Hiroshima, Hyogo e Fukuoka, todas juntas somam quase 10 mil empresas.

Montadoras obrigadas a dar explicações aos fornecedores

Foto ilustrativa de autopeças (PM)

Em relação à questão da designação fraudulenta dos modelos das 5 montadoras, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (MLIT), ordenou que que respondessem adequadamente aos clientes, fornecedores e parceiros de negócios, esclarecendo a situação e fornecendo explicações sobre o histórico do problema e como vão lidar com essa situação.

De acordo com uma pesquisa do Nagoya Bank, alguns fabricantes de autopeças esperam que as vendas caiam vários por cento, e o banco considerará fornecer apoio financeiro. Segundo informação desses fornecedores, a Toyota Motor explicou que “pagará integralmente” pela receita que deixarão de obter. 

Mazda foi a primeira a explicar a situação aos fornecedores e parceiros

A montadora Mazda, de Hiroshima, informou que irá aumentar a produção de outros modelos, a partir de 17 deste mês, excluindo os 2 das fraudes (Roadster RF e Mazda 2) que estão com as linhas paralisadas temporariamente. Informou que aumentou os pedidos aos fornecedores para os outros modelos, incluindo os destinados ao exterior, e irá fornecer compensações também. 

A Mazda foi a primeira das 5 montadoras a se pronunciar em relação aos fornecedores e parceiros de negócios. Segundo uma fonte do Nikkei Shimbun, essas explicações foram feitas em transmissão online com os parceiros. 

Fontes: Nikkei e Asahi

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