Corte no imposto de consumo no Japão: poucas empresas preveem impacto positivo
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Uma pesquisa da Teikoku Databank indica que apenas 25,7% das empresas japonesas esperam efeitos positivos de um possível corte no imposto de consumo, enquanto quase metade não prevê impacto.

Empresas japonesas céticas sobre corte de imposto (ilustrativa/banco de imagens)
Uma pesquisa recente, conduzida pela renomada Teikoku Databank, revela um cenário de cautela e ceticismo entre as empresas japonesas em relação a um possível corte no imposto de consumo.
Os resultados indicam que apenas cerca de um quarto das firmas espera efeitos positivos de tal medida, enquanto quase metade dos entrevistados não antecipa nenhum impacto significativo.
A pesquisa online, realizada pouco antes e depois das eleições da Câmara Baixa em 8 de fevereiro, coletou respostas de 1.546 empresas. É importante notar que o questionário não especificou quais itens seriam cobertos pelo corte de imposto nem sua duração.
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Detalhadamente, a Teikoku Databank aponta que somente 25,7% das empresas consideram que um corte no imposto seria um desenvolvimento positivo.
Em contraste, mais de 48% das firmas preveem que a redução do imposto não traria impacto particular. Cerca de 9% chegam a afirmar que a mudança na política fiscal teria efeitos negativos, e o restante não soube avaliar o impacto.
O setor varejista, no entanto, apresentou um otimismo um pouco maior. Quase 37% dos varejistas acreditam que um corte no imposto teria um efeito positivo, argumentando que a medida poderia incentivar os consumidores a comprar e, consequentemente, impulsionar suas vendas.
As preocupações e ressalvas das empresas são diversas
Algumas expressaram a visão de que não haveria efeito particular se o corte fosse limitado apenas a itens alimentícios.
Outras, porém, viram esse cenário como potencialmente negativo, pois os preços dos restaurantes se tornariam comparativamente mais altos.
Outra grande preocupação levantada foi que uma mudança na política tributária representaria um ônus significativo devido à necessidade de atualizar tarefas administrativas e sistemas internos.







