No domingo (26), horário de Bogotá, a imprensa local informou que o número de mortos pelo ataque terrorista dos dissidentes das FARC, na Colômbia, subiu para 20, e que há pelo menos 36 feridos.
O atroz atentado na “via Panamericana”, registrado por uma câmera, gravou a forte explosão na principal artéria do país, palco de uma intensa ofensiva terrorista no sudoeste da Colômbia, no departamento de Cauca, no sábado (25).
Semearam o caos
“Naquela região, dissidentes das FARC semearam o caos. Os guerrilheiros detonaram um artefato explosivo de alta potência quando um ônibus lotado de civis passava”, escreveu o jornal La Sexta.
A explosão foi tão poderosa que deixou uma enorme cratera, rachou o asfalto e destruiu veículos.
No entanto, o ataque terrorista não foi um erro, mas uma armadilha. Os terroristas interromperam o trânsito para garantir que o impacto fosse massivo. “Ataques terroristas são uma demonstração covarde de fraqueza”, afirmou Pedro Sánchez, Ministro da Defesa da Colômbia.
Esse não foi o único ataque. Em Cali, terroristas abandonaram um micro-ônibus carregado de explosivos em frente a um hospital e a um batalhão militar.
Recompensa para captura do líder do ataque terrorista
Enquanto o país sangra, o governo de Gustavo Petro rotula os perpetradores de “fascistas e narcotraficantes”, elevando o nível de alerta ao máximo diante de um grupo guerrilheiro que parece ter declarado guerra total à população civil.
Octavio Guzmán, governador de Cauca, decretou três dias de luto em memória da “população civil que perdeu a vida devido à violência”. Uma cerimônia simbólica em homenagem às vítimas desse ataque terrorista deverá ocorrer nos próximos dias.
O Ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, anunciou uma recompensa de 5 bilhões de pesos, cerca de 224 milhões de ienes, por informações que levem à captura de um homem com o apelido de Marlon.
“Esta é uma demonstração covarde de fraqueza por parte de uma organização criminosa cujo principal líder é um criminoso perigoso”, declarou ele no sábado, em Palmira.
“A pessoa que fez isso é um desequilibrado mental, vulgo Marlon, membro dos grupos dissidentes de Iván Mordisco. Eles são inimigos do povo”, disse o governador.
Fontes: El País e La Sexta 


