Durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado (25), os agentes tiveram que entrar repentinamente no salão do Hotel Washington Hilton para retirar às pressas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-dama Melania e os demais que compunham a mesa diretora, como o vice-presidente JD Vance e a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, grávida de 9 meses.
Foi um momento de grande susto, pois a notícia de que um homem abriu fogo criou tensão no salão. Em seguida, o acusado de abrir fogo no foi identificado como Cole Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia.
Um agente do Serviço Secreto foi atingido por uma bala em seu colete à prova de balas e levado para um hospital local. As autoridades disseram que Allen atacou um posto de controle do Serviço Secreto com várias armas durante o evento.
A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, disse a repórteres em coletiva de imprensa que Allen foi acusado de dois crimes de porte de arma de fogo durante um crime violento e de agressão a um agente federal com arma perigosa.
Allen não foi atingido por disparos, informou o Serviço Secreto, mas foi detido e levado para um hospital local.
Trump elogia o trabalho do Serviço Secreto
“O Serviço Secreto e as autoridades policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura. O atirador foi detido e eu recomendei que “DEIXÁSSEMOS O SHOW CONTINUAR”, mas seguiremos inteiramente as orientações das autoridades policiais. Elas tomarão uma decisão em breve”, escreveu o presidente americano, ileso, na sua rede social, às 21h17.
Em seguida, ele deu uma coletiva de imprensa. Lamentou que o evento dedicado à liberdade de expressão aos jornalistas tenha sido interrompido com esse ataque.
O presidente informou que o agente federal usava colete à prova de balas, mas o atirador disparou com uma arma poderosa de uma distância muito próxima.
O presidente afirmou que o suspeito agiu muito rápido, corria de forma veloz, mas foi parado antes que chegasse perto do salão do evento, cuja porta estava lacrada.
Jornalistas tiveram que se deitar no chão
De acordo com um repórter da sucursal da NHK em Washington, que estava no evento do Clube de Correspondentes da Casa Branca, por volta das 20h40, horário do leste dos EUA, os seguranças invadiram o local repentinamente e correram em direção ao centro do palco.
Em seguida, os participantes se deitaram no chão. Depois, todos ilesos, foram retirados da sala pelos agentes.
Presidente apela à união de todos
“Apelo a todos os americanos para que superemos nossas diferenças e nos unamos. Todos devemos superar nossas diferenças. Republicanos, Democratas, Independentes, Conservadores, Liberais, Progressistas. Essas palavras podem ou não significar a mesma coisa. Mas havia imenso amor e união em todos naquela sala, um número recorde de pessoas. Fiquei profundamente comovido com isso”, declarou Trump.
Ele ainda disse que pensou que o som ouvido era o de uma bandeja caindo, mas foi alertado por Melania, que “esse som não é bom”. E, em seguida, foram retirados do local, pois eram sons de disparo.
Outros ataques contra Trump
Em julho de 2024, o presidente Trump foi baleado enquanto discursava em um comício de campanha na Pensilvânia, sofrendo um ferimento na orelha direita.
Dois meses depois, em setembro, enquanto o presidente Trump jogava golfe na Flórida, um homem armado foi encontrado nas proximidades e agentes do Serviço Secreto que faziam a segurança abriram fogo.
Além disso, em fevereiro deste ano, um homem invadiu a área de segurança da propriedade Mar-a-Lago do presidente Trump, na Flórida, e foi morto a tiros por agentes do Serviço Secreto. Nesse momento, o presidente não estava no local.
Às 22h30 de sábado, o presidente Trump publicou a foto do suspeito detido na rede social Truth Social e também publicou um vídeo das câmeras de segurança do momento em que o homem disparou.
Fontes: Truth Social, Fox News, Casa Branca e NHK



