O governo do Japão anunciou na sexta-feira (24) que iniciará a liberação de 36 milhões de barris adicionais de suas reservas nacionais de petróleo a partir de 1º de maio. A medida é uma resposta direta ao bloqueio de fato no Estreito de Ormuz.
O volume liberado equivale a aproximadamente 20 dias de consumo doméstico e será retirado de 10 instalações de armazenamento, incluindo a Base de Estocagem Nacional de Petróleo de Shibushi, na província de Kagoshima.
O petróleo desta segunda rodada será comercializado com quatro grandes atacadistas do setor:
- Eneos Corp.
- Idemitsu Kosan Co.
- Cosmo Oil Co.
- Taiyo Oil Co.
O valor total da transação será de aproximadamente 540 bilhões de ienes.
Em comparação, a primeira leva, realizada em 26 de março com 53 milhões de barris, foi vendida por um valor similar, evidenciando uma alta de preços superior a 40%, impulsionada pela deterioração da situação no Oriente Médio.
Estratégias de estabilização e novas rotas
Além da liberação das reservas, o governo trabalha para estabilizar o fornecimento buscando fontes alternativas que não dependam do Estreito de Ormuz.
“Como resultado do progresso na obtenção de fontes alternativas, temos um plano para garantir o suprimento de petróleo além do final do ano, mantendo a quantidade de reservas liberadas o mais baixa possível’, afirmou um representante do ministério.
O ministério também confirmou que um navio carregando petróleo bruto dos Estados Unidos tem chegada prevista para domingo (26) na Refinaria de Chiba da Cosmo Oil, em Ichihara (Chiba). Esta é a primeira entrega de petróleo bruto dos EUA adquirida após o início da guerra no Irã.
O navio, de porte menor, conseguiu atravessar o Canal do Panamá, levando cerca de 35 dias para chegar ao Japão — aproximadamente 20 dias mais rápido do que a rota padrão pelo Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África.
O ministério projeta que o volume de petróleo bruto importado dos Estados Unidos em maio será cerca de quatro vezes maior do que o registrado no ano anterior, quando a média era de 90 mil barris por dia.
Fonte: JN



