A polícia da província de Fukuoka prendeu uma mulher de 30 anos sob suspeita de assassinar sua filha de 4 anos em uma instituição de apoio a mães e filhos.
Segundo os investigadores, Mizunuma admitiu as acusações, e a polícia agora apura se ela também está envolvida na morte de sua outra filha, de 3 anos.
Uma instituição de apoio a mães e filhos é uma entidade de assistência social, regida pela Lei de Bem-Estar Infantil, que oferece proteção e suporte para a independência de mães solteiras e seus filhos.
As circunstâncias do crime
De acordo com a polícia, Naoko Mizunuma foi presa na quarta-feira (22) sob a acusação de atacar sua filha mais velha, Niiro, com uma faca e estrangulá-la com um cabo elétrico no quarto da família, na instituição, nas primeiras horas de 10 de março. A causa da morte foi asfixia.
A segunda filha, de 3 anos, também foi encontrada morta por estrangulamento no local.
Naquela manhã, um funcionário da instituição acionou os serviços de emergência, relatando que “uma residente estava inconsciente”. Mizunuma e suas duas filhas foram encontradas desacordadas no local.
As duas crianças foram posteriormente confirmadas como mortas, enquanto Mizunuma sofreu ferimentos leves no pescoço. A polícia acredita que ela possa ter tentado realizar um assassinato seguido de suicídio.
O marido secreto e a fuga
Investigadores revelaram que o companheiro de Mizunuma, de 33 anos, vivia secretamente com ela e as crianças dentro da instituição há cerca de três anos, apesar da segurança 24 horas do local, conforme reportado pelo jornal Mainichi.
Segundo os investigadores, Mizunuma havia se mudado para a instituição por volta de setembro de 2022, após sofrer violência doméstica por parte dele.
Embora inicialmente tenha cortado o contato, o casal se reconciliou, e acredita-se que ela tenha facilitado a entrada e a permanência dele no local.
A equipe da instituição realizava visitas periódicas aos quartos dos residentes para entrevistas e outros fins, mas o homem se escondia durante essas visitas, disseram os investigadores.
A descoberta e a fuga
Durante os três anos em que viveram juntos, ele saiu do quarto apenas uma vez, e nem a equipe da instituição nem os outros residentes estavam cientes de sua presença.
A polícia informou que o homem disse aos investigadores que acordou na manhã de 10 de março e encontrou as duas crianças deitadas no quarto, sangrando e inconscientes.
Após verificar sinais de vida e não obter resposta, ele percebeu que estavam mortas. Ele também confirmou que Mizunuma ainda estava viva, embora sangrando pelo pescoço.
Em seguida, ele pulou de uma varanda do segundo andar, fraturando a perna, e fugiu para Nagoia (Aichi).
A polícia o prendeu posteriormente sob suspeita de abandonar Mizunuma ferida sem assistência, além de furto, mas ele foi liberado na quinta-feira (24).
Fonte: JT



