O ChatGPT alcançou as notas mais altas nos exames de admissão deste ano da Universidade de Tóquio e da Universidade de Quioto, superando os recordes dos melhores candidatos humanos, informou uma empresa de tecnologia em IA na segunda-feira (27).
Segundo a LifePrompt Inc., o chatbot de IA generativa obteve 50 pontos a mais que o primeiro colocado no competitivo curso de Ciências Naturais III da Universidade de Tóquio, além de atingir a nota máxima em matemática.
Este feito marca uma evolução significativa, visto que a IA não conseguiu ser aprovada em todos os exames da mesma instituição em 2024.
A empresa realizou os testes utilizando o modelo ChatGPT 5.2 Thinking da OpenAI, convertendo as questões dos exames de graduação em dados de imagem.
Como as provas incluíam respostas dissertativas, a correção foi realizada por professores do cursinho preparatório Kawai Juku.
Desempenho acadêmico e limites da IA
O ChatGPT também respondeu aos exames unificados de admissão universitária deste ano. Na Universidade de Tóquio, a IA obteve 452 pontos de um total de 550 na prova de Humanidades e Ciências Sociais, e 503 pontos de 550 na prova de Ciências Naturais.
Ambas as pontuações superaram os recordes dos candidatos aprovados, que foram de 434 e 453 pontos, respectivamente.
Apesar do sucesso, a IA apresentou variações de desempenho: obteve 90% de aproveitamento na prova de inglês, mas apenas 25% nas questões dissertativas de disciplinas como História Mundial.
Na Universidade de Quioto, o desempenho foi igualmente expressivo:
- Faculdade de Direito: 771 pontos (superando o recorde de 734).
- Faculdade de Medicina: 1.176 pontos (acima do recorde de 1.098).
Em 2024, a LifePrompt utilizou o modelo ChatGPT 4, que não atingiu a nota mínima de corte. No ano seguinte, o modelo o1 conseguiu superar a barreira de aprovação pela primeira vez.
Satoshi Kurihara, professor da Universidade Keio e chefe da Sociedade Japonesa de Inteligência Artificial, argumentou que humanos e IA não devem competir no mesmo campo, pois a IA é superior na absorção de grandes volumes de dados existentes.
“Assim como calculadoras fazem contas mais rápido que humanos, é natural que a IA obtenha notas altas”, disse Kurihara, acrescentando que os humanos permanecem superiores na criação de novos valores.
Ele concluiu que é hora de repensar os exames de admissão, que atualmente focam na retenção de conhecimento e cálculo.



