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Opep: saída dos Emirados Árabes Unidos abala aliança global de petróleo

O anúncio ocorre em meio a tensões no Estreito de Ormuz e à guerra no Irã, que impactam severamente o fluxo global de energia e a capacidade de exportação.

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Saída dos EAU da Opep impacta mercado global de petróleo
Saída dos EAU da Opep impacta mercado global de petróleo (imagem ilustrativa/PM)

Os Emirados Árabes Unidos (EAU), um dos principais produtores de petróleo do mundo, deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep/Opep+) a partir de 1º de maio, informou a agência de notícias estatal WAM na terça-feira (28).

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A decisão reflete a visão estratégica e econômica de longo prazo do país, além de seu perfil energético em evolução, visando atender às necessidades urgentes do mercado.

A medida tomada por Abu Dhabi deve abalar profundamente a aliança, que baseia seu poder no consenso e na capacidade de influenciar os preços globais através da produção de seus membros.

A decisão também é vista como uma vitória estratégica para o presidente Trump, que frequentemente acusou o bloco de manipular preços.

Impactos no mercado e tensões geopolíticas

A saída ocorre em um momento precário para as potências petrolíferas do Oriente Médio, que viram sua capacidade de exportação pelo Golfo Pérsico reduzida a quase zero devido ao domínio militar do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Segundo a Goldman Sachs, o mercado global enfrentou um déficit de 13,7 milhões de barris por dia em abril, agravado por danos na infraestrutura causados pela guerra.

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Dados da Bloomberg indicam que a produção dos Emirados Árabes Unidos caiu de 3,6 milhões de barris por dia antes da guerra para cerca de 2,16 milhões.

A saída do bloco significa uma perda de aproximadamente 12% da produção total da Opep+, segundo a Agência Internacional de Energia.

  • Capacidade ociosa: os Emirados Árabes Unidos são um dos poucos membros com capacidade de reserva significativa.
  • Autonomia: sem as cotas da Opep+, Abu Dhabi terá controle independente sobre seus recursos.
  • Estratégia: o país priorizará a monetização de reservas em vez da restrição coletiva.

Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, afirmou que a saída remove um dos pilares centrais da Opep+ para gerenciar o mercado.

Na terça-feira, os preços internacionais do petróleo superaram brevemente os 112 dólares por barril, enquanto o petróleo dos EUA recuou para 99 dólares após atingir a marca de 100 dólares.

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