Uma ruptura começa a surgir na estreita relação entre a Tokyo Electron e a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC).
Um tribunal taiwanês condenou, na segunda-feira (27), um ex-funcionário de uma subsidiária de Taiwan da Tokyo Electron, uma importante fabricante japonesa de equipamentos para semicondutores, a 10 anos de prisão por adquirir ilegalmente tecnologia da TSMC, a maior fabricante de semicondutores sob contrato do mundo.
“Colocou em risco a competitividade internacional do setor e a segurança econômica do país“, disse o juiz antes de bater o martelo para a condenação.
5 condenados
Cinco pessoas, incluindo ex-funcionários da TSMC e da subsidiária taiwanesa da Tokyo Electron, foram acusadas de violar a Lei de Segurança Nacional e outros crimes por obterem ilegalmente informações confidenciais relacionadas à tecnologia crítica da TSMC.
Os outros quatro réus foram condenados a penas que variam de 10 meses a 6 anos de prisão, alguns com condicional.
Vazamento de tecnologia
Essa foi a primeira vez que uma empresa é indiciada por violar a Lei de Segurança Nacional por conta de tecnologia essencial confidencial.
Em meio à crescente competição no desenvolvimento de semicondutores avançados, isso demonstra a firme posição de Taiwan contra o vazamento de tecnologia.
Multa para subsidiária da Tokyo Electron
A subsidiária da fabricante japonesa Tokyo Electron também foi condenada a pagar uma multa de 150 milhões de dólares taiwaneses, o que equivale a aproximadamente 758 milhões de ienes.
De acordo com a acusação, o ex-funcionário havia deixado a TSMC e trabalhava na área de vendas da subsidiária da Tokyo Electron.
Ele teria obtido informações confidenciais por meio de um ex-colega da TSMC, na esperança de que sua empresa se tornasse fornecedora de equipamentos avançados para a gigantesca empresa taiwanesa.
Após o veredicto, a Tokyo Electron declarou que “nenhum envolvimento organizacional ou vazamento externo de informações confidenciais foi confirmado”, mas acrescentou que “leva a sério as críticas de que sua subsidiária não supervisionou adequadamente o ex-funcionário“.
Fontes: NHK, Nikkei e Yomiuri 


