Na quinta-feira (16), uma equipe conjunta de investigação do Departamento de Polícia Metropolitana e da Polícia da Província de Nara prendeu 13 japoneses, todos do sexo masculino, com idades entre 21 e 57 anos, incluindo um de 25 anos cujo endereço e ocupação são desconhecidos, sob suspeita de aplicação de golpes.
Eles foram detidos pelas autoridades locais na Indonésia. Esta é a primeira vez que um grupo de japoneses é preso em um caso de fraude específica ocorrido na Indonésia. A equipe de investigação acredita que o grupo era composto por “golpistas” especializados em obter recursos trapaceando os alvos através de ligações telefônicas.
Golpe em mulher de Nara: 8 milhões de ienes
De acordo com o comunicado, os 13 homens, supostamente, agiram em conluio para dar um golpe em uma mulher na faixa dos 60 anos, residente na província de Nara. Ela perdeu o equivalente a 8 milhões de ienes em criptomoeda Ethereum entre fevereiro e março deste ano.
Eles se passavam por policiais da Delegacia de Polícia de Asakusa, do Departamento de Polícia Metropolitana. Ligaram para ela, alegando que era suspeita de lavagem de dinheiro e que uma investigação sobre suas criptomoedas era necessária.
A mulher teria aberto uma conta para trocar o dinheiro por criptomoedas seguindo instruções recebidas por telefone e videochamadas. Depois, enviou o Ethereum trocado para uma conta indicada.
Base de golpes
Os 13 homens chegaram na Indonésia entre 13 de janeiro e 26 de fevereiro. O grupo, que operava a partir de três casas isoladas em Bogor, Java Ocidental, perto da capital Jacarta, foi detido pelas autoridades de imigração locais em 2 de março por seu envolvimento em esquemas de golpe.
A polícia japonesa acompanhou a deportação desses elementos, os quais foram presos quando iam desembarcar no Aeroporto de Haneda na quinta-feira.
As autoridades da Indonésia apreenderam carteiras de identidade falsas da polícia, uniformes policiais e smartphones na base, e a sede de investigação está analisando os itens apreendidos para determinar a extensão total das atividades do grupo.
Fontes: Sankei, Yomiuri e JNN 


