O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou na quinta-feira (7) que novos casos de hantavírus podem ser reportados em conexão com o navio de cruzeiro atingido pelo surto.
Apesar da gravidade, a entidade ressalta que o risco para a saúde pública global permanece “baixo”.
Tedros confirmou que o número total de infecções subiu para oito, incluindo três casos suspeitos. Até o momento, três pessoas morreram em decorrência da doença. O diretor classificou a situação como “um incidente sério”.
Detalhes sobre a transmissão e o vírus
A maioria das infecções por hantavírus ocorre pelo contato com roedores infectados ou através de sua urina, fezes e saliva.
Testes laboratoriais identificaram o vírus Andes, um tipo específico de hantavírus, em diversos pacientes. A transmissão limitada entre humanos deste vírus já foi documentada anteriormente na América do Sul.
Segundo a OMS, o período de incubação do vírus Andes pode chegar a até 6 semanas. Maria Van Kerkhove, diretora de gestão de epidemias e pandemias da OMS, enfatizou que a situação atual “não é o início de uma pandemia de covid-19”.
Ela reforçou que se trata de um surto localizado em uma “área confinada” dentro da embarcação.
O navio de cruzeiro encontra-se atualmente navegando no Oceano Atlântico e a previsão é que chegue a Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha), no domingo (9). Para conter a propagação e garantir a segurança, a OMS mobilizou uma equipe técnica:
- Um especialista da OMS já está a bordo;
- Dois médicos dos Países Baixos integram a equipe de resposta;
- Um profissional do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) também auxilia nos trabalhos.
A organização global informou que as equipes estão realizando uma avaliação médica completa de todos os passageiros e tripulantes a bordo, coletando informações cruciais para determinar o risco real de infecção de cada indivíduo.
Fonte: NHK



