A proposta de reduzir o imposto sobre o consumo (10%) de produtos alimentícios no Japão para 0% ou 1% enfrenta complexos entraves operacionais e políticos, conforme apontam as discussões recentes divulgadas pela emissora NHK.
O principal obstáculo técnico é a adequação dos sistemas de caixas registradoras (PDV) e faturamento do comércio. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) estima que a atualização tecnológica exigiria um prazo de adaptação substancial — de até 6 meses no caso de uma redução para 1%. Mudar o imposto para zero ou um dígito força o varejo, desde grandes supermercados até pequenos comércios locais, a reformular softwares e treinar funcionários sob novas diretrizes tributárias.
Promessa de campanha do imposto zero vai atrasar
Diante desse desafio logístico, o governo e os partidos que compõem a coalizão governista avaliam adiar a implementação da medida para abril do próximo ano, viabilizando o tempo necessário para que as empresas façam a transição sem colapsar o atendimento.
O segundo grande entrave é de ordem política e legislativa. Itsunori Onodera, presidente do Comitê de Pesquisa de Sistemas Fiscais do Partido Liberal Democrata (PLD), defende que a celeridade do processo depende de um consenso multipartidário em uma comissão especial de transição.
Se houver acordo unânime entre as siglas, os comerciantes poderiam iniciar os preparativos técnicos antes mesmo da aprovação formal da lei no Parlamento. Contudo, alinhar visões distintas sobre compensações fiscais e o impacto na arrecadação estatal continua sendo um entrave político expressivo.
Fonte: NHK 


