O Tribunal Distrital de Asahikawa (Hokkaido) sentenciou na segunda-feira (22) uma mulher a 27 anos de prisão pela morte de uma estudante, ocorrida em 2024.
A vítima de 17 anos foi forçada a sentar-se nua no parapeito de uma ponte suspensa antes de cair no rio Ishikari.
Segundo a acusação, Riko Uchida, de 23 anos, enfureceu-se após a estudante, residente na cidade de Rumoi (Hokkaido), utilizar uma imagem sua nas redes sociais sem permissão.
Entre a noite de 18 de abril e a madrugada de 19 de abril de 2024, Riko Uchida conspirou com outros indivíduos para forçar a jovem a entrar em um carro em um posto de beira de estrada em Rumoi, agredindo-a, mantendo-a em confinamento e levando-a até a ponte Kamui, nos arredores de Asahikawa.
No local, a vítima foi despida, obrigada a sentar-se no parapeito da ponte e filmada enquanto pedia desculpas.
Uchida e seus comparsas teriam gritado frases como “caia” e “morra” antes da queda da jovem no rio.
Riko Uchida foi acusada de confinamento, homicídio e atentado ao pudor não consensual resultando em morte. A ré negou a intenção de matar, declarando: “Eu não tive absolutamente nenhuma intenção de matar. Também não a fiz cair da ponte”.
Detalhes do julgamento e desdobramentos
Os promotores solicitaram 27 anos de reclusão, descrevendo Riko Uchida como a “mentora e principal infratora”, argumentando que o crime “extremamente cruel e malicioso” violou a dignidade da vítima.
A acusação sustentou que a violência repetida, as ameaças e a humilhação levaram a jovem a acreditar que não tinha outra opção a não ser cair da ponte, mesmo que Riko Uchida não a tenha empurrado fisicamente.
A defesa, por sua vez, insistiu que as ações da ré não constituíam homicídio.
Durante a leitura da sentença, um homem invadiu o tribunal por uma porta lateral, exclamando que “27 anos é uma pena muito branda”, classificando o veredito como “ridículo” e afirmando que Riko Uchida “merece a pena de morte”, conforme relatado pela emissora TBS.
O homem ainda não foi identificado.
Outras quatro pessoas, que tinham entre 16 e 21 anos na época, foram presas em conexão com o caso.
Uma mulher de 21 anos, acusada de conspirar com Riko Uchida em crimes que incluem homicídio, teve sua sentença de 23 anos de prisão finalizada.
Em seu julgamento, ela testemunhou que Riko Uchida empurrou a vítima. Os outros dois envolvidos foram encaminhados ao tribunal de família por alegações de confinamento: o homem foi enviado a uma instituição juvenil, enquanto a mulher foi colocada sob liberdade condicional.
Fonte: JT



