O presidente do conselho da Fujitsu, Hidenori Furuta, renunciou ao cargo na terça-feira (17) a seu próprio pedido, após a empresa confirmar o envolvimento do executivo em “conduta imprópria relacionada a mulheres“, informou um porta-voz do conglomerado de tecnologia japonês.
Em um comunicado oficial, a Fujitsu confirmou que retirou a candidatura de Furuta para o cargo de diretor não executivo, que seria votada na assembleia anual de acionistas prevista para o final deste mês.
O porta-voz da companhia não forneceu detalhes adicionais sobre a natureza específica da conduta de Furuta, nem sobre eventuais planos para a sua substituição no conselho. Questionado via LinkedIn, Furuta limitou-se a declarar: “A declaração da empresa fala por si”.
Trajetória e impacto no mercado
Furuta assumiu a presidência do conselho da Fujitsu em 2024. Segundo o site oficial da empresa, ele possuía uma longa trajetória no grupo, tendo atuado anteriormente como diretor de operações (COO), vice-presidente executivo e diretor de tecnologia (CTO).
Após o anúncio da renúncia, as ações da Fujitsu apresentaram pouca oscilação, registrando uma leve alta de 0,2% na sessão da tarde, mantendo-se em linha com o desempenho do índice Nikkei 225.
O caso se soma a uma série de episódios envolvendo executivos de grandes conglomerados japoneses nos últimos anos:
- Um vice-presidente executivo da montadora Honda renunciou no ano passado após alegações de comportamento inadequado fora do ambiente de trabalho.
- A gigante de energia Eneos demitiu seu presidente em 2023 devido a má conduta durante um evento social enquanto estava embriagado.
Fonte: JT



