Um pedestre descreveu a jornada desafiadora de uma família de patos-de-bico-manchado durante seu processo de mudança na cidade de Matsue (Shimane).
A transição da mãe e sua prole é um fenômeno típico deste ciclo reprodutivo, que se estende até julho, visto que a nidificação ocorre em terrenos secos, como bosques e gramados. Após o nascimento, a família inicia o deslocamento em busca de mananciais hídricos.
Essas aves possuem o imprinting, instinto que as impele a seguir o primeiro elemento móvel que visualizam, organizando-se em fila indiana atrás dos pais.
No arquipélago japonês, onde a espécie é comum, a consciência pública dita que a interferência direta causa estresse severo, podendo levar ao abandono dos filhotes. Dessa forma, a orientação geral é a contemplação passiva, sem contato físico.
O núcleo familiar encontrava-se retido no canteiro central da via, paralisado pelo fluxo incessante de veículos.
“Minha única intenção era garantir a preservação daquelas vidas. Cogitei o transporte em uma caixa de papelão para soltá-los no leito do rio próximo, contudo, a pata permanecia imóvel”, relatou a observadora.
Diante do impasse, o serviço de emergência 110 foi acionado, e um policial se deslocou para a escolta da família de patos.
Inicialmente, ele enfrentou resistência, pois a mãe pata não reagia às tentativas de manejo. “Utilizei pedaços de pão como isca para orientá-la, mas o esforço foi em vão”, pontuou.
Superada a inércia causada pelo pânico, a família de patos retomou a marcha e conseguiu fazer a travessia com êxito, sob a proteção do policial que interrompeu o tráfego para assegurar a integridade das aves orientais.
Fonte: JNN



