Um subcomitê de especialistas do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão manifestou apoio, na quarta-feira (22), à inclusão da vacina contra caxumba no programa regular de vacinação financiado pelo governo.
Segundo o grupo, não há “grandes preocupações” que impeçam a medida. Caso a proposta seja aprovada também pelo conselho superior e formalmente adotada, a vacinação poderá entrar no calendário regular a partir do ano fiscal de 2027.
O plano prevê duas doses: uma com 1 ano de idade e outra antes do ingresso na escola primária. A recomendação é permitir tanto o uso da vacina tríplice MMR, contra sarampo, rubéola e caxumba, quanto da vacina específica contra caxumba, para garantir estabilidade no fornecimento.
Atualmente, a vacina contra caxumba é opcional no Japão e geralmente custa entre 4 mil e 8 mil ienes por dose, dependendo da instituição médica.
Alguns municípios oferecem subsídios que reduzem o valor pago pelas famílias.
Novo imunizante substitui vacina que gerou preocupação no passado
A vacina MMR começou a ser utilizada no Japão em 1989 entre crianças elegíveis para a vacinação contra o sarampo, mas seu uso foi suspenso em 1993 após casos de meningite asséptica se tornarem um problema de segurança.
Uma nova vacina MMR foi aprovada em maio deste ano e, segundo os testes clínicos realizados no país, não houve registro desse efeito adverso.
Os especialistas ressaltaram, porém, que será necessário manter o monitoramento contínuo da segurança mesmo após a eventual inclusão no programa regular.
A Organização Mundial da Saúde recomenda a vacinação contra caxumba, e vários países da Europa e da América do Norte já oferecem o imunizante em programas públicos.
Fonte: Sankei



