Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos importados do Brasil.
A cobrança entrará em vigor na quarta-feira (22), após uma investigação do governo norte-americano sobre práticas comerciais consideradas injustas.
A medida não abrangerá todos os produtos brasileiros. Entre os itens isentos estão:
- Café
- Carne bovina
- Laranjas
- Suco de laranja
- Determinados produtos de petróleo e gás
- Peças e componentes do setor aeroespacial
Segundo as autoridades norte-americanas, as exceções incluem mercadorias que não são produzidas em quantidade suficiente nos Estados Unidos ou cuja tributação poderia prejudicar cadeias de abastecimento.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, conhecido pela sigla USTR, afirmou que uma investigação iniciada em julho de 2025 identificou práticas relacionadas ao comércio digital, aos serviços de pagamento eletrônico, às tarifas preferenciais, à proteção da propriedade intelectual, ao mercado de etanol, ao combate à corrupção e ao desmatamento ilegal. O governo brasileiro contesta as acusações.
Medida aumenta tensão entre Brasil e Estados Unidos
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou que a tarifa seria necessária para garantir condições consideradas equilibradas para trabalhadores e empresas norte-americanas.
Ele afirmou que as negociações realizadas durante o último ano não solucionaram as divergências, mas disse que Washington continua aberto ao diálogo. Apesar das acusações, os Estados Unidos mantêm há anos um superávit no comércio de mercadorias com o Brasil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como injustificada e atribuiu a decisão também a interesses políticos ligados às eleições presidenciais brasileiras de outubro.
As tarifas serão aplicadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que permite aos Estados Unidos investigar e responder a práticas estrangeiras consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
A nova estratégia foi adotada depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos limitou o uso de outra lei para a imposição de tarifas amplas.
Fonte: AP



