Consumidores no Japão têm relatado cobranças prolongadas por serviços opcionais de smartphones que não utilizavam ou nem sabiam que haviam contratado.
Em alguns casos, os pagamentos continuaram por mais de dez anos, segundo consultas recebidas por centros de defesa do consumidor.
Uma mulher de aproximadamente 40 anos, moradora de Chiba, descobriu em março, ao trocar de operadora, que pagava ¥880 por mês por três serviços adicionais.
Entre eles estavam um recurso de decoração de emojis para e-mails e plataformas de música e vídeo. Ela afirmou nunca ter utilizado os serviços, e um deles sequer era compatível com o iPhone que usava.
A consumidora acredita que os opcionais possam ter sido incluídos quando ainda utilizava um telefone celular convencional. Como não tinha o hábito de conferir os detalhes da fatura pela internet, as cobranças teriam passado despercebidas por mais de uma década, acumulando mais de ¥100 mil.
O pedido de reembolso foi rejeitado, e a empresa informou que o contrato continuava automaticamente até que o próprio usuário solicitasse o cancelamento.
Mais de 950 consultas em cinco anos
Segundo o Centro Geral de Assuntos do Consumidor de Tóquio, foram registradas mais de 950 consultas relacionadas a contratos opcionais de smartphones nos cinco anos encerrados no último ano fiscal.
Em mais de 130 casos, consumidores continuaram pagando por serviços desnecessários durante pelo menos um ano. Uma mulher na faixa dos 70 anos, por exemplo, pagou por um ano e meio por um serviço de proteção contra perda referente a um aparelho antigo.
O Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações discute mudanças nas regras para tornar os contratos mais claros e evitar esquecimentos de cancelamento.
Entre as medidas avaliadas estão ampliar a obrigação de explicar os serviços opcionais, confirmar periodicamente se o consumidor deseja mantê-los e facilitar o acesso às informações de cancelamento.
Especialistas também defendem notificações regulares, cobrança apenas após o início efetivo do uso e até cancelamento automático quando o serviço permanece inativo por determinado período.
Fonte: NHK



