Um aumento repentino de temperatura, como acontece agora no Japão, causa o chamado estresse térmico, um estado em que o corpo é obrigado a trabalhar no limite para resfriar a pele.
Esse esforço gera vasodilatação (que causa queda de pressão) e suor excessivo, fadiga, tontura, dor de cabeça, aumento dos batimentos cardíacos, dores musculares, câimbras, pele seca e problemas renais.
Sem a devida reposição de líquidos, o quadro evolui rapidamente para desidratação, fadiga extrema, tonturas e náuseas. Em casos graves de estresse térmico, a temperatura interna sobe sem controle, levando ao choque térmico (insolação grave) e à insuficiência de órgãos.
Quem corre mais risco de estresse térmico?
Há riscos para todas as faixas etárias, mas certos grupos possuem vulnerabilidade biológica ou social acentuada ao calor extremo.
– Idosos e crianças: Têm menor capacidade natural de regular a temperatura corporal e sentem menos sede.
– Trabalhadores ao ar livre: Agricultores, entregadores e operários da construção expostos diretamente ao sol.
– Pessoas com doenças crônicas: Condições como diabetes e problemas cardiovasculares afetam diretamente a regulação térmica e a circulação.
– Indivíduos em situação de rua: População com acesso severamente limitado a água potável, saneamento e abrigos frescos.
Guia de sobrevivência: como se proteger do estresse térmico
Para minimizar o impacto das mudanças bruscas de clima no seu organismo, adote as seguintes práticas.
– Hidratação inteligente: Beba água constantemente, mesmo sem sentir sede. Atenção: evite bebidas alcoólicas, cafeína e refrigerantes, pois elas têm efeito diurético e aceleram a desidratação.
Dica de ouro: Monitore a cor da sua urina. Se estiver escura, você precisa beber mais água imediatamente; o ideal é que esteja clara.
– Alimentação leve: Priorize alimentos ricos em água e nutrientes, como frutas, verduras e legumes. Evite refeições pesadas, gordurosas ou muito condimentadas, que elevam a temperatura interna durante a digestão.
– Evite o choque térmico: Cuidado ao transitar entre ambientes muito quentes e salas com ar-condicionado extremamente gelado. Essa mudança brusca pode causar dores de cabeça, mal-estar e choque térmico. O ar-condicionado deve ser usado para passar o dia com conforto.
– Resfrie os pontos estratégicos: Se sentir sinais de superaquecimento, umedeça os pulsos, a nuca, a testa e as axilas com água fria para ajudar a baixar a temperatura interna rapidamente.
– Roupas e proteção: Use roupas leves, folgadas e de cores claras (que refletem o calor). Proteja sempre a cabeça e o pescoço com chapéus ou bonés ao sair ao sol.
– Evite esforços físicos: Reduza ou adie atividades físicas intensas ao ar livre nos horários de pico de calor, geralmente entre 10h e 16h.
Cuide-se!
Fontes: NHK e Médicos pelo Clima 


