Os casos de doença mão-pé-boca (手足口病 te-ashi-kuchi-byou) estão aumentando rapidamente em todo o Japão, com o número de pacientes acima do nível de alerta do governo em 27 províncias.
É a primeira vez em dois anos que o país registra uma disseminação dessa proporção, segundo dados divulgados na terça-feira (14).
Entre 29 de junho e 5 de julho, foram registrados 15.845 pacientes em cerca de 2 mil instituições pediátricas designadas, de acordo com o Instituto Japonês de Segurança da Saúde.
A média nacional chegou a 7,03 pacientes por instituição médica, mais de 1,5 vez o índice da semana anterior. O nível de alerta nacional é estabelecido em cinco pacientes por unidade, marca que não era ultrapassada havia dois anos.
Shimane registra o maior índice do país
Shimane apresentou a maior taxa, com 18 pacientes por instituição médica. Em seguida aparecem Saga, com 11,83, Tóquio, com 11,72, Chiba, com 11,59, Toyama, com 10,69, e Nara, com 10,09.
As autoridades recomendam que famílias, escolas e creches reforcem medidas de prevenção, como lavar frequentemente as mãos com água corrente e sabão, especialmente após trocar fraldas ou entrar em contato com secreções e fezes. Também é recomendado não compartilhar toalhas.
A doença mão-pé-boca é uma infecção viral que atinge principalmente bebês e crianças pequenas. Os sintomas costumam surgir entre três e cinco dias após o contágio e incluem pequenas bolhas ou erupções na boca, nas palmas das mãos e nos pés.
Doença também pode afetar adultos
A febre normalmente é leve, e a maioria dos pacientes se recupera em um período de três a sete dias. Aproximadamente metade dos casos ocorre entre crianças com menos de 2 anos, mas a doença também pode afetar estudantes do ensino fundamental e adultos.
O vírus pode ser transmitido por gotículas respiratórias, contato direto e pela via fecal-oral. Em situações raras, a doença pode provocar complicações graves, como meningite, encefalite, miocardite e paralisia flácida aguda.
Não existe vacina eficaz nem medicamento específico para prevenir a doença.
Pessoas com sintomas intensos, febre persistente, vômitos, sonolência, dificuldade para respirar ou sinais de desidratação devem procurar atendimento médico.
Fonte: JT



