Na sexta-feira (3), horário de Tóquio, um comandante militar do Irã alertou os Estados Unidos e Israel contra qualquer ataque durante os preparativos para as cerimônias do funeral de Estado do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques aéreos israelenses no início da guerra.
Ali Abdollahi, comandante militar do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, alertou os inimigos para evitarem erros de cálculo, sob a ameaça de uma dura retaliação por parte das forças armadas iranianas.
O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, convocou a população a comparecer em massa para clamar por vingança. Os cortejos do funeral começarão no próximo sábado (4) em Teerã, fuso local, e terminarão em 9 de julho com o sepultamento em Mashhad, incluindo cerimônias em Qom e no Iraque.
Autoridades estimam um público de 15 a 20 milhões de pessoas, o que tornaria este o maior funeral da história do país. Em decorrência disso, feriados nacionais e restrições temporárias no espaço aéreo foram decretados para várias cidades.
Forte tensão pelas cerimônias do funeral
O clima de tensão aumentou após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, prometer uma resposta imediata a qualquer ameaça contra a liderança do país. O aviso ocorreu após o ministro da Defesa de Israel declarar que o novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei (filho e sucessor de Ali), está “marcado para morrer“. Não há confirmação se Mojtaba, que teria sido ferido no ataque que matou seu pai, comparecerá às cerimônias do funeral.
Alerta no Estreito de Ormuz
Paralelamente, o comando militar conjunto do Irã emitiu um alerta para que todos os petroleiros utilizem apenas rotas autorizadas no Estreito de Ormuz, sob o risco de enfrentarem uma “resposta enérgica“. A via navegável é crucial para o fornecimento global de energia e um ponto central nas negociações de paz, que ocorrem paralelamente no Catar por meio de mediadores.
Fontes: The Times of Israel e Jordan News



