O governo da China anunciou a proibição da aquisição da Manus, uma startup de inteligência artificial de origem chinesa, pela gigante tecnológica norte-americana Meta.
As autoridades chinesas ordenaram que a empresa liderada por Mark Zuckerberg revogue o acordo de compra.
O negócio, que havia sido anunciado pela Meta em dezembro, estava avaliado em aproximadamente 2 bilhões de dólares.
A decisão foi comunicada na segunda-feira (27) pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que afirmou que a medida foi tomada em estrita conformidade com as leis e regulamentos vigentes no país.
Contexto estratégico e tensões tecnológicas
A Manus é reconhecida no mercado pelo desenvolvimento e operação de agentes de IA autônomos, capazes de executar tarefas complexas. Embora tenha sido fundada na China, a startup atualmente possui sua sede estabelecida em Singapura.
A postura do governo chinês ocorre em um momento em que o país promove o desenvolvimento tecnológico em IA como uma estratégia nacional prioritária. O plano quinquenal chinês, que se estende até 2030, inclui políticas específicas para integrar a inteligência artificial a diversos setores industriais.
Analistas apontam que a decisão de bloquear a transação está ligada à preocupação com o possível vazamento de tecnologias sensíveis de IA para os Estados Unidos.
O setor tecnológico tem sido um dos principais pontos de atrito na relação entre as duas potências globais, que travam uma disputa acirrada pela liderança em inovações avançadas.
Fonte: NHK