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Coreia do Norte revisa Constituição e oficializa comando nuclear de Kim Jong-un

A nova Constituição norte-coreana estabelece o comando direto de Kim Jong-un sobre as forças nucleares e elimina referências à reunificação com o Sul.

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Um dos pontos centrais da mudança é a remoção de qualquer referência à reunificação
Um dos pontos centrais da mudança é a remoção de qualquer referência à reunificação (imagem ilustrativa/PM)

A mais recente revisão da Constituição da Coreia do Norte estabelece, pela primeira vez, que o líder Kim Jong-un, na qualidade de chefe de Estado, detém o comando das forças nucleares do país.

A alteração foi realizada durante a Assembleia Popular Suprema, ocorrida em março, mas os detalhes só foram revelados à mídia sul-coreana na quarta-feira (6).

Um dos pontos centrais da mudança é a remoção de qualquer referência à reunificação. Com essa medida, Pyongyang clarifica sua postura oficial de tratar as duas Coreias como Estados separados e distintos. Além disso, a Constituição adotou um novo artigo que define o território norte-coreano como a área delimitada pela China e pela Rússia ao norte, e pela República da Coreia ao sul.

Consolidação do poder e política de dois Estados

Apesar das especulações de que a revisão poderia classificar as relações intercoreanas como hostis, o texto constitucional não adotou essa caracterização específica. A mudança foca, primordialmente, na estruturação jurídica da soberania e do controle militar.

Especialistas sul-coreanos em assuntos norte-coreanos destacam que a atualização constitucional cumpre dois objetivos principais:

  • Eleva o poder e a autoridade direta do líder Kim Jong Un sobre o arsenal nuclear.
  • Reforça o compromisso inabalável de Pyongyang com a política de dois Estados.

A divulgação tardia do conteúdo da Constituição reflete a natureza fechada do processo legislativo norte-coreano, que agora formaliza uma nova realidade geopolítica na península.

Fonte: NHK