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OMS investiga possível transmissão de hantavírus entre humanos em navio de cruzeiro

Três pessoas morreram após um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro próximo a Cabo Verde. A OMS investiga a possibilidade de transmissão entre humanos.

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OMS investiga surto de hantavírus em navio de cruzeiro
OMS investiga surto de hantavírus em navio de cruzeiro (imagem ilustrativa/PM)

A tripulação de um navio de cruzeiro, localizado próximo à costa de Cabo Verde, na África Ocidental, está lidando com um possível surto de hantavírus.

Especialistas indicam que algumas das vítimas podem ter sido infectadas por outras pessoas, embora o risco para o público em geral seja considerado baixo.

A embarcação transporta cerca de 150 pessoas, sendo a maioria turistas europeus, incluindo um cidadão japonês. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sete pessoas apresentaram sintomas, enquanto a operadora do navio confirmou o falecimento de três passageiros: um cidadão da Alemanha e um casal dos Países Baixos.

Investigação sobre a origem da infecção

Maria Van Kerkhove, diretora do Departamento de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, comentou o caso durante uma coletiva de imprensa em Genebra, na terça-feira (5). Ela afirmou que as vítimas podem ter sido infectadas pelo contato com a vida selvagem.

“Este era um barco de expedição e muitas das pessoas a bordo estavam praticando observação de aves e realizando diversas atividades com a vida selvagem. Portanto, nossa suposição é que elas foram infectadas fora do barco e, posteriormente, embarcaram no cruzeiro“, explicou Kerkhove.

A OMS reforçou que a transmissão do hantavírus ocorre, majoritariamente, por meio do contato com excrementos de roedores. A doença pode causar graves problemas respiratórios, sendo a transmissão entre humanos considerada rara.

O navio visitou ilhas no Atlântico Sul, situadas entre a Argentina e a África do Sul. O Ministério da Saúde da Espanha informou que receberá os passageiros e a tripulação nas Ilhas Canárias, localizadas na costa noroeste da África.

O plano é realizar uma triagem de saúde em quarentena antes de proceder com a repatriação dos envolvidos.

Fonte: NHK