Desde o início dos ataques dos EUA ao Irã, muitos voos foram cancelados devido ao fechamento do espaço aéreo em diversas regiões do Oriente Médio.
Com o caos no espaço aéreo, diversas companhias aéreas, incluindo Emirates, Qatar e Ethiopian, cancelaram, suspenderam ou mudaram rotas dos voos.
O Ministério das Relações Exteriores do Japão elevou o alerta de viagem para nível 3 em seis países do Oriente Médio, desaconselhando viagens e preparando evacuações de cidadãos.
Mas o que acontece com os passageiros que estão em trânsito ou nos aeroportos que foram duramente afetados pelos cancelamentos dos voos?
Grupo de brasileiros em Dubai: cancelamentos e espera de novos voos
O empresário brasileiro Masaru Tomizawa, tatuador em Komaki, viajou a Dubai para um evento do grupo Legendários no dia 23 de fevereiro, com previsão de retorno ao Japão dia 2 de março. Mas foi surpreendido com a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e teve seu voo de retorno cancelado.
“Fomos surpreendidos pelo aviso de ataque no Irã e que os aeroportos seriam fechados. Ficou um clima de insegurança entre todos, sempre olhando para o céu por causa de mísseis ou drones. Algumas pessoas do grupo chegaram a filmar drones sendo abatidos”, informou Massaru.
Segundo o empresário, algumas pessoas já conseguiram embarcar para o Brasil, mas outros foram avisados que só embarcarão dia 10 de março. “Minha volta ao Japão foi cancelada 3 vezes, e estou na esperança de embarcar logo”, completou.
Hospedagem e alimentação
Segundo Masaru, as pessoas que estão aguardando no aeroporto estão recebendo tickets de alimentação. Mas o aeroporto está lotado de pessoas aguardando seus voos serem remarcados.
Mas muitos passageiros foram por conta para hotéis próximos e estão pagando do próprio bolso. “Preferi esperar no hotel. Me informaram que depois posso tentar receber da companhia aérea, mas ainda não tenho certeza se conseguirei ser ressarcido. Recebemos informações que algumas embaixadas e companhias aéreas estão dando suporte, mas no meu caso tenho esperança de que voltando ao Japão possa pedir reembolso”, disse o empresário sobre a sua situação.
Insegurança
O empresário relatou que desde que começaram os ataques, pessoalmente não chegou a ver mísseis ou drones, embora outras pessoas do grupo tenham até filmado drones sendo abatidos.
“Quando toca o alarme de míssil dá um friozinho na barriga. E no aeroporto que está lotado o clima fica mais tenso ainda. Todos querem ir embora o quanto antes” afirmou Masaru.
O brasileiro relata o clima de insegurança. No início todos ficavam olhando para o céu procurando por mísseis. “Espero conseguir voltar logo para o Japão. Estou ansioso e vai ser um alívio quando conseguir embarcar de volta para o Japão”, completou o empresário.
Apoio das autoridades locais
Segundo o brasileiro, as autoridades locais e governo estão sempre emitindo avisos que estão cuidando da segurança e bem estar de todos no país. “Nota-se que o governo preza muito pela segurança da população, o que é admirável. Sempre nos avisam para confiar no sistema de defesa de Dubai” disse Masaru.



