O setor público e privado do Japão está considerando uma colaboração para retomar a construção doméstica de navios transportadores de gás natural liquefeito (GNL), algo que não acontece desde 2019, marcando um pausa de sete anos, conforme revelou uma fonte próxima ao assunto.
Este esforço faz parte de uma estratégia de investimento crucial que a administração da primeira-ministra Sanae Takaichi está promovendo para fortalecer a segurança econômica do país.
Parcerias e infraestrutura naval
Já existem discussões para que a principal construtora naval do Japão, a Imabari Shipbuilding, que fica na província de Ehime, utilize parte das instalações de fabricação de outra grande construtora, a Oshima Shipbuilding, localizada em Nagasaki, para este projeto.
Novas discussões sobre o tema estão agendadas para quinta-feira (19), em uma reunião organizada pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, que contará com a participação de um painel de especialistas.
Contexto competitivo e energético
Dado que o projeto está diretamente ligado à política energética nacional, o painel incluirá especialistas em construção naval, transporte marítimo e energia, conforme a mesma fonte.
O Japão tem ficado significativamente atrás da China e da Coreia do Sul em volume de construção naval, especialmente no que diz respeito aos transportadores de GNL.
O país não construía esses navios desde que a Mitsubishi Heavy Industries e a Kawasaki Heavy Industries entregaram um cada em 2019.
A construção naval é um dos 17 campos designados pela administração Takaichi para investimentos estratégicos, com uma meta de ¥1 trilhão em financiamento público e privado ao longo de 10 anos.
Esse aporte financeiro visa apoiar investimentos de capital e o desenvolvimento tecnológico no setor.
Fonte: JT



