O conflito no Irã continua pressionando o mercado global de energia, e em regiões como Nagoia e Kawasaki, os motoristas já sentem o impacto direto nas bombas de gasolina com preços chegando a 201 ienes na segunda-feira (16).
Para conter a ansiedade dos consumidores e evitar o desabastecimento, o governo japonês iniciou a liberação de estoques de petróleo e a retomada de subsídios às refinarias.
O impacto da liberação de estoques
Embora o Japão tenha decidido liberar seus estoques de forma independente — antes mesmo de uma coordenação internacional —, o efeito nos preços é limitado. Segundo Takahide Kiuchi, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Nomura, essa medida serve mais para aliviar o “pânico” do mercado e garantir a oferta do que para reduzir o valor final ao consumidor, que depende do câmbio e do preço do barril no exterior.
Quando o preço vai cair?
A real expectativa de queda repousa nos subsídios governamentais, que serão repassados aos atacadistas a partir do dia 19 de março. Confira o cronograma previsto:
- Até 18 de março: preços do litro da gasolina seguem altos (entre 180 e 200 ienes). A recomendação é abastecer apenas o mínimo necessário.
- A partir de 19 de março (quinta-feira): os novos carregamentos já saem com subsídio, podendo iniciar uma queda gradual.
- A partir de 26 de março: espera-se que o preço se estabilize na meta de 170 ienes por litro em média nacional.
O desafio dos postos de gasolina
Apesar do otimismo, a queda nas bombas depende do estoque de cada posto de combustíveis. Yuichiro Komiya, presidente da rede Kanaseki, alerta que postos com tanques cheios de combustível comprado pelo preço antigo (caro) terão dificuldade em reduzir o valor imediatamente. “Não conseguiremos baixar o preço até que o estoque atual se esgote“, explica.
Projeções para o futuro
O alívio de 170 ienes pode ser temporário. Kiuchi acredita que esse patamar deve durar pelo menos um mês, mas faz ressalvas importantes:
- Duração dos fundos: o orçamento atual para subsídios cobre apenas cerca de 30 dias.
- Teto de gastos: se o petróleo internacional continuar subindo, o governo pode ser forçado a rever a meta, permitindo que o preço da gasolina suba para 180 ou até 190 ienes para aliviar o peso nos cofres públicos.
Dica ao motorista: se puder esperar, evite encher o tanque completamente até a próxima semana, quando os efeitos dos subsídios estarão mais visíveis no varejo.
Fontes: FNN e Nagoya TV 


