A produção industrial do Japão registrou queda pelo segundo mês consecutivo em março, ficando abaixo das expectativas do mercado.
O recuo de 0,5% em relação ao mês anterior, divulgado pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), contrariou as previsões de um crescimento de 1,1%.
Este dado negativo reforça os sinais de um resfriamento gradual na economia japonesa. No início da semana, estatísticas governamentais revelaram que a taxa de desemprego subiu para 2,7% em março, acompanhada por uma redução nas contratações e na oferta de empregos.
Impacto nos setores de energia e químicos
A queda na produção industrial foi puxada por uma contração acentuada nos setores de químicos e combustíveis, que são altamente sensíveis aos custos de energia e à disponibilidade de matéria-prima. Os principais impactos observados foram:
- Polietileno: produção despencou 27% em março
- Polipropileno: produção recuou 15%
- Gasolina: queda de 7,3% na produção
- Diesel: redução de 14,3% na produção
Esses resultados refletem diretamente as interrupções nas cadeias de suprimentos ligadas ao fluxo de petróleo bruto, agravadas pela guerra no Irã. Como o Japão depende fortemente de energia importada, o choque foi amplificado.
Cerca de 95% do petróleo bruto importado pelo país provém da Ásia Ocidental, sendo grande parte transportada pelo Estreito de Ormuz, que está efetivamente fechado após a escalada do conflito.
O METI informou que o Japão mantém atualmente cerca de 2 meses de estoque de produtos químicos intermediários essenciais, o que ajudou a amortecer o impacto imediato nas indústrias de processamento. Contudo, a perspectiva permanece frágil.
Uma pesquisa realizada pelo ministério com fabricantes indica que a fraqueza deve continuar, com as empresas projetando uma queda adicional de 0,7% na produção para o mês de abril.
Fonte: First Post



