A Canon anunciou que fechará sua fábrica de impressoras a laser perto de Manila, nas Filipinas, em junho de 2026, encerrando sua presença de fabricação no país.
A planta, em operação desde 2013, emprega cerca de 1.400 pessoas. A Canon afirmou que os trabalhadores receberão compensação e suporte para recolocação no mercado de trabalho. O mais revelador é o que a Canon não vai transferir a produção da fábrica para outro local.
Apontando para as perspectivas limitadas de recuperação no mercado de impressoras a laser, a empresa trata essa categoria como um negócio em lenta retração, à medida que escritórios dependem mais de fluxos de trabalho digitais e concorrentes chineses mais baratos pressionam os preços.
Consolidação global e impacto
Isso segue o fechamento da instalação de impressoras da Canon na China no ano passado e está alinhado com o plano da empresa de consolidar a produção de impressoras no exterior até 2028, incluindo a redução de pessoal e espaço fabril.
Fechar uma fábrica é uma das maneiras mais rápidas de cortar custos fixos – como mão de obra, aluguéis e despesas gerais – o que reduz o nível de vendas necessário para se manter lucrativo.
A decisão da Canon de não realocar a produção sugere que a administração não espera que os volumes se recuperem o suficiente para justificar a manutenção da capacidade.
Quando os mercados finais amadurecem, as operações de fabricação tendem a encolher e se concentrar em menos, mas maiores centros.
O plano de consolidação da Canon para 2028, além dos fechamentos nas Filipinas e na China, se encaixa nesse modelo – e pode ter repercussões entre fornecedores, logística e mercados de trabalho locais ligados a essas plantas.
A mensagem mais ampla é que o “sem papel” não é uma moda passageira: está reescrevendo de forma constante o que as cadeias de suprimentos de equipamentos de escritório globais precisam ser.
Fonte: Finimize



