O partido de oposição Sanseito apresentou à Câmara Alta do Parlamento japonês um projeto de lei que propõe a criação de uma nova agência governamental responsável por coordenar de forma abrangente as políticas relacionadas aos estrangeiros que vivem no Japão.
O projeto foi protocolado na quarta-feira (17) e prevê que o novo órgão fique vinculado ao Gabinete do Governo, sendo liderado por um ministro específico para a área.
A proposta também sugere a extinção da atual Agência de Serviços de Imigração, ligada ao Ministério da Justiça, com a transferência de suas atribuições para a nova estrutura.
Segundo o texto, a agência atuaria em conjunto com diferentes ministérios e órgãos governamentais para lidar com questões envolvendo estrangeiros, incluindo trabalho, assistência social e segurança pública.
Sanseito defende regras mais rígidas
Após apresentar o projeto, o líder do Sanseito, Sohei Kamiya, afirmou a jornalistas que as políticas do governo da primeira-ministra Sanae Takaichi voltadas aos estrangeiros são “extremamente insuficientes”.
De acordo com Kamiya, o Japão precisa adotar medidas mais claras e rigorosas para administrar o aumento da população estrangeira no país.
O político também defendeu a criação de um limite para o número de estrangeiros autorizados a entrar e residir no Japão.
A proposta surge em meio ao debate crescente sobre imigração, mercado de trabalho e integração de residentes estrangeiros, temas que vêm ganhando espaço na agenda política japonesa diante da escassez de mão de obra e do envelhecimento populacional.
Debate sobre imigração ganha força
Embora o Japão tenha ampliado nos últimos anos os programas para atração de trabalhadores estrangeiros, setores mais conservadores defendem regras mais rígidas para a entrada e permanência de imigrantes.
A proposta do Sanseito deverá ser analisada pelo Parlamento, onde poderá gerar discussões sobre o futuro da política migratória japonesa.
Fonte: JT



