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Política

Xi Jinping critica Japão antes de cúpula com Kim Jong-un

Sem citar o Japão diretamente, Xi Jinping pediu oposição ao militarismo e reforçou a necessidade de coordenação estratégica com a Coreia do Norte.

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Presidente chinês Xi Jinping se reúne com Kim Jong-un. Discursos focam em segurança regional e críticas indiretas ao aumento militar do Japão
Presidente chinês Xi Jinping se reúne com Kim Jong-un. Discursos focam em segurança regional e críticas indiretas ao aumento militar do Japão (imagem ilustrativa/PM)

O presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem indireta ao Japão antes de sua chegada à Coreia do Norte para uma cúpula com o líder Kim Jong-un, nesta segunda-feira (8). Xi instou Pyongyang a se unir a Pequim na rejeição a “qualquer esquema ou ação que vise reviver o militarismo e minar a segurança e a estabilidade regional”.

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Xi iniciou uma viagem de dois dias, sua primeira visita ao país em sete anos, buscando fortalecer laços em um momento em que Pyongyang tem se voltado para Moscou para suprir necessidades anteriormente atendidas pela China.

Em declarações divulgadas pela mídia estatal de ambos os países, Xi buscou preparar o terreno para melhorar as relações, enfatizando preocupações mútuas sobre o que Pequim caracteriza como a “nova militarização” do Japão.

O Japão tem buscado reduzir restrições do pós-guerra sobre suas forças armadas, aumentando gastos com defesa e flexibilizando regras de exportação de armas letais, observando com cautela a crescente assertividade militar chinesa.

Tais movimentos são criticados por Pequim e Pyongyang como reminiscências do período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial.

Segurança regional e cooperação estratégica

Sem nomear o Japão, Xi afirmou que os dois lados “devem se opor ao hegemonismo e à política de poder, e rejeitar qualquer esquema ou ação que vise reviver o militarismo”.

Ele acrescentou que as nações devem fortalecer a comunicação estratégica e defender o sistema internacional com a ONU em seu núcleo.

Xi e Kim devem discutir segurança regional, cooperação econômica e intercâmbios interpessoais. O líder chinês declarou que a China está pronta para trabalhar com a RPDC (República Popular Democrática da Coreia) para conduzir as relações bilaterais de uma perspectiva estratégica.

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No entanto, a “desnuclearização” da Coreia do Norte, objetivo de longa data da China e dos Estados Unidos, não deve estar na agenda.

No domingo (7), Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un, afirmou que o status do Norte como um “estado com armas nucleares é uma linha sem retorno e uma realidade nua e crua”.

Posicionamento nuclear de Pyongyang

As declarações de Kim Yo-jong visam deixar claro que o abandono das armas nucleares não faz parte das conversas. Embora Pequim tenha se preocupado com os efeitos desestabilizadores do programa nuclear norte-coreano no passado, o tema não é mencionado publicamente pela China desde o verão de 2023.

Além da declaração de sua irmã, Kim Jong-un realizou aparições recentes destacando sua posição sobre o “tesouro nuclear”:

  • Visita a uma fábrica de produção de materiais nucleares recém-inaugurada.
  • Inspeção de um novo contratorpedeiro, prometendo acelerar a construção de uma marinha armada com ogivas nucleares.
  • Ordem para aumentar a capacidade de produção de mísseis em 2,5 vezes nos próximos cinco anos.

Analistas apontam que, embora as viagens visem o Japão, Coreia do Sul e EUA, elas carregam uma mensagem implícita para Xi de que a desnuclearização não é mais um objetivo político realista.

Fonte: JT

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