O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (17) que considera a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, sua “maior fã” entre os líderes mundiais.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa após o encerramento da cúpula do G7, realizada na cidade de Evian-les-Bains, na França. Segundo Trump, a líder japonesa aprova sua atuação política e vem desempenhando um bom trabalho à frente do governo japonês.
“O Japão está indo muito bem. Tenho que dizer que ela acha que fiz um ótimo trabalho. Vocês precisam perguntar a ela. Ela também está fazendo um ótimo trabalho”, afirmou o presidente americano.
Comentário surgiu durante discussão sobre o Oriente Médio
Trump respondeu a uma pergunta sobre se havia solicitado que outros membros do G7, incluindo Japão, Reino Unido e Alemanha, enviassem forças armadas para atuar na crise envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e mercadorias.
A passagem marítima ficou praticamente fechada após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro.
No entanto, pouco antes da reunião do G7, Washington e Teerã chegaram a um acordo preliminar que prevê a ampliação de um cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura da via marítima.
Trump afirmou que o apoio militar internacional não é mais necessário neste momento, embora tenha demonstrado insatisfação com a falta de participação de outros países durante o conflito.
Takaichi evitou críticas ao governo americano
Diferentemente de outros líderes do G7, Sanae Takaichi tem evitado criticar publicamente Trump em relação à guerra envolvendo o Irã e a outros temas delicados da política internacional.
Durante um encontro na Casa Branca, em março, a primeira-ministra japonesa elogiou o presidente americano, afirmando que ele seria “a única pessoa capaz de trazer paz e prosperidade ao mundo”.
Na coletiva de quarta-feira, Trump revelou ainda que o Japão chegou a demonstrar interesse em participar das discussões sobre a crise, mas não quis se envolver diretamente durante o período de guerra.
“O Japão ofereceu ajuda, mas não estava disposto a se envolver durante a guerra. Perguntei se queriam participar um pouco, mas disseram que não. Ninguém quis. Nós fizemos isso com Israel e os países árabes”, declarou.
Fonte: JT 


