A forte desvalorização do iene está encarecendo a carne bovina importada e outros alimentos no Japão, levando restaurantes e supermercados a repensarem suas compras e a ampliarem a oferta de produtos nacionais, à medida que a diferença de preço entre os itens importados e domésticos diminui.
Em uma steakhouse de Tóquio, cortes de carne servidos em chapas quentes continuam atraindo trabalhadores no horário de almoço.
No entanto, o restaurante Beef Up Tokyo, que utiliza principalmente carne bovina dos Estados Unidos, vem enfrentando forte pressão nos custos. Segundo o representante Koji Yamashita, os preços subiram cerca de 200 a 500 ienes por quilo.
No caso de uma marmita de steak rice vendida por 1.480 ienes, que usa cerca de 150 gramas de rib roast, o custo de compra aumentou aproximadamente 30 ienes no último ano. Já no prato de skirt steak, vendido por 1.500 ienes, o aumento no custo teria sido de cerca de 60 ienes.
Restaurantes buscam alternativas
Para tentar reduzir o impacto, o restaurante encurtou o horário de funcionamento e diminuiu a variedade de carnes compradas, buscando adquirir produtos a preços um pouco menores.
Mesmo assim, Yamashita afirma que há pouco espaço para novas medidas. Uma alternativa em estudo é agregar valor aos pratos com o uso de wagyu ou de carne nacional, inclusive nos menus de almoço.
Na sexta-feira (19), o iene chegou à faixa de 161,80 por dólar, aproximando-se do nível mais fraco em cerca de 39 anos e meio. A alta nos preços da carne importada não dá sinais de parar.
O preço de atacado do chuck roll bovino dos EUA passou de 1.698 ienes por quilo em abril do ano passado para 2.258 ienes em abril deste ano, alta superior a 30%. Cortes populares como skirt steak e língua bovina também subiram cerca de 20% no período.
Consumidores sentem impacto nos supermercados
Nos supermercados, os consumidores também percebem a pressão. Em uma loja, os preços da carne bovina dos EUA teriam subido cerca de 50% em relação ao ano anterior.
Antes, os importados ocupavam mais espaço no setor de carnes, mas agora há dias em que a carne nacional aparece em maior volume nas prateleiras.
Segundo Satoshi Tsuruta, gerente de departamento do Super Celcio Wadamachi, a carne nacional também está cara, mas não teve uma alta tão acentuada quanto a importada.
Para ele, ampliar a oferta de carne doméstica pode ser a melhor opção para os clientes. A tendência é que a onda de aumentos continue se espalhando gradualmente, pressionando ainda mais o orçamento das famílias.
Fonte: NOJ, TBS



