Uma brasileira que invadiu repetidamente o prédio residencial do artista Jung Kook, de 28 anos, integrante do grupo de K-pop BTS, foi condenada pela Justiça sul-coreana, divulgou a imprensa local na terça-feira (23).
A stalker recebeu uma pena de um ano de prisão com sursis (suspensão condicional da pena de 2 anos) e será deportada imediatamente para o Brasil.
Segundo fontes judiciais, a 1ª Vara Criminal do Tribunal Distrital Ocidental de Seul determinou a sentença após a ré passar cerca de três meses detida. Ela havia sido presa em flagrante e indiciada em agosto por invasão de propriedade e violação da Lei de Punição de Crimes de Perseguição.
Histórico de stalking
De acordo com os autos do processo, a brasileira perseguiu o artista de forma obsessiva. Entre 7 e 28 de dezembro de 2025, ela visitou as imediações da residência do megastar Jung Kook, em Seul, por 22 vezes.
Esse comportamento escalou drasticamente.
- Abuso: em uma única noite, a brasileira chegou a tocar a campainha da residência do cantor 133 vezes.
- Invasão: em 13 de dezembro, ela pegou carona na entrada de um entregador para burlar a segurança e acessar o interior do condomínio.
Após ser presa em flagrante pela primeira vez, a polícia emitiu uma ordem de restrição proibindo-a de se aproximar a menos de 100 metros do artista.
Mesmo assim, em janeiro de 2026, a stalker violou a ordem judicial, retornou ao local e deixou fotos e materiais impressos para o cantor.
Decisão da Justiça
Ao proferir a sentença, a juíza destacou a gravidade da situação: “A ré foi presa em flagrante, recebeu uma ordem de restrição e, mesmo assim, continuou a cometer os crimes de stalking. Além disso, a vítima manifestou o desejo de uma punição severa”.
Apesar do histórico, o tribunal considerou algumas circunstâncias atenuantes para suspender a pena de prisão: o fato de as ações terem sido motivadas por uma “obsessão de fã” (sem intenção deliberada de causar dano físico), o fato de ela não ter conseguido entrar efetivamente na residência do cantor e o período em que ela já permaneceu na cadeia.
Por fim, a Justiça sul-coreana concluiu que o risco de reincidência local é nulo, uma vez que a brasileira será expulsa do país e deportada logo após os trâmites da sentença.
Fontes: Chuo Nippo, S Sports Seul e Chosun Biz 


