Após uma série de terremotos que atingiram diversas regiões do Japão neste mês, incluindo um tremor de intensidade sísmica 6 fraco na província de Yamanashi na noite de sexta-feira (26), especialistas esclarecem a situação.
Segundo os cientistas, embora os eventos tenham ocorrido em um curto intervalo, não há relação direta entre eles, nem indicam anomalias subterrâneas.
Na noite de sexta-feira, um terremoto de magnitude 5,6 teve como epicentro a região de Fuji Goko, em Yamanashi.
Além deste, outros eventos significativos foram registrados ao longo do mês:
- Dia 16: terremoto de magnitude 5,5 com intensidade 5 fraco no sul de Ibaraki.
- Dia 25: terremoto de magnitude 7,2 com intensidade 6 forte ao largo da costa de Iwate.
- Dia 26: terremoto com epicentro no nordeste de Chiba, sentido com intensidade 4 em Chiba e Ibaraki.
Análise técnica e recomendações
O professor Takuya Nishimura, do Instituto de Pesquisa de Desastres da Universidade de Quioto, especialista em mecanismos de terremotos e movimentos crustais, explica que, embora os quatro eventos compartilhem a característica de ocorrerem devido à subducção de placas sob a terra, os epicentros estão distantes entre dezenas e centenas de quilômetros.
“Considero que são terremotos distintos que, por coincidência, se concentraram neste período”, afirmou.
Segundo o professor Nishimura, as causas variam conforme a localização:
- Sul de Ibaraki: fronteira entre a Placa do Mar das Filipinas e a placa continental.
- Costa de Iwate e nordeste de Chiba: fronteira entre a Placa do Pacífico e a placa continental.
- Yamanashi: colisão da Placa do Mar das Filipinas com o lado continental.
O professor ressalta que, embora a natureza dos terremotos seja conhecida por ocorrer em proximidade temporal e espacial, o risco de novos abalos de magnitude similar permanece.
Ele enfatiza a importância da prevenção: “É fundamental discutir com a família onde se reunir, fixar móveis e manter estoques de alimentos e itens de emergência”.
Fonte: NHK



