O Japão registrou um número recorde de acidentes de trânsito graves e fatais causados pelo uso de smartphones por motoristas.
Segundo a Agência Nacional de Polícia (NPA), foram contabilizados 148 casos em 2025, incluindo 26 acidentes com vítimas fatais, o maior índice desde o início dos registros em 2015.
Após uma queda temporária observada após a revisão da Lei de Trânsito Rodoviário em 2019 — que endureceu as penalidades e multas para a direção distraída — e a redução na circulação durante a pandemia, os números voltaram a subir.
Desde 2021, o país enfrenta um aumento constante nesses incidentes.
Riscos e estatísticas de fatalidade
A maioria dos acidentes ocorre quando o condutor desvia o olhar da via para focar na tela do aparelho. Os dados revelam uma disparidade alarmante na gravidade das ocorrências:
- Acidentes envolvendo smartphones: 2,7% resultam em morte.
- Acidentes sem uso de smartphone: 0,8% resultam em morte.
- Conclusão: a taxa de fatalidade é 3,4 vezes maior quando o celular está envolvido.
Um caso emblemático ocorreu em março, dentro de um túnel na via expressa Shin-Meishin, em Kameyama (Mie). O acidente foi causado por uma motorista de caminhão que olhava para o smartphone enquanto tentava tirar um “print” da tela.
O veículo colidiu contra uma fila de carros, resultando na morte de seis pessoas, incluindo três crianças. Durante o primeiro julgamento, a promotoria afirmou que a motorista permaneceu com os olhos fora da estrada por cerca de 13 segundos, enquanto trafegava a 82 km/h.
Estudos indicam que o risco aumenta drasticamente quando o motorista desvia a atenção por mais de dois segundos.
Segundo a NPA, um veículo a 60 km/h percorre aproximadamente 33,3 metros nesse curto intervalo. Mesmo mantendo uma distância considerada segura, uma falha momentânea de atenção pode resultar em tragédias irreparáveis.
Fonte: NPA



