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Economia

Tensão aumenta: China restringe exportações para empresas japonesas

O Ministério do Comércio da China anunciou restrições à exportação de itens de uso dual para 20 entidades japonesas, alegando envolvimento em poder militar.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Governo chinês impõe sanções a entidades de defesa do Japão
Governo chinês impõe sanções a entidades de defesa do Japão (imagem ilustrativa-PM/IA)

O Ministério do Comércio da China anunciou, na segunda-feira (29), a inclusão de 20 organizações e empresas japonesas em sua lista de restrições de exportação.

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Segundo o governo chinês, essas entidades estariam envolvidas no aprimoramento do poder militar do Japão, o que resulta na proibição da exportação de itens de uso dual a partir da China.

Esta é a segunda medida do tipo adotada pela China este ano, após uma ação similar em fevereiro. Entre os novos alvos da lista estão:

  • Instituto Nacional de Estudos de Defesa do Ministério da Defesa;
  • Instituto de Pesquisa de Equipamentos Terrestres
  • Grandes fabricantes do setor de defesa, incluindo subsidiárias da Mitsubishi Electric e da Mitsubishi Heavy Industries

Além disso, o governo chinês anunciou o endurecimento das restrições de exportação para outras 20 empresas, como a Mitsui E&S, sob a justificativa de que o uso final dos produtos não pôde ser verificado. Vale ressaltar que a lista de itens de uso dual controlados pela China inclui materiais como terras raras.

Tensões diplomáticas e justificativas oficiais

A pressão chinesa se intensificou após declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi em novembro passado, referentes a um eventual “conflito em Taiwan”.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou em coletiva que a medida é “totalmente legítima, razoável e legal”, visando conter o que chamou de “novo militarismo” japonês.

O governo chinês insiste que a medida não afeta o comércio normal, focando apenas em empresas específicas.

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No entanto, associações de empresas japonesas que operam na China já relataram dificuldades na aquisição de insumos, incluindo terras raras, mesmo para fins civis, gerando preocupações sobre o futuro das operações.

Reação das empresas e do governo japonês

As empresas afetadas, como Mitsubishi Heavy Industries, Mitsubishi Electric, Hitachi e Fujitsu, informaram que estão verificando os fatos e monitorando os impactos em seus negócios.

Algumas companhias expressaram perplexidade, afirmando que as subsidiárias listadas não possuem relação com os setores citados pela China.

O secretário-chefe de gabinete, Minoru Kihara, manifestou-se em coletiva de imprensa:

  • Classificou a medida como ‘inaceitável e extremamente lamentável’;
  • Confirmou que o governo japonês apresentou um protesto formal;
  • Exigiu a revogação imediata das sanções;
  • Prometeu analisar os impactos detalhados para tomar as medidas necessárias.
Fonte: NHK

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