Uma pesquisa realizada pela empresa privada Teikoku Databank revelou que o número de produtos alimentícios que sofrerão reajuste de preço em julho atingirá 2.566 itens. Este é o primeiro mês desde abril, há três meses, em que o volume de produtos afetados ultrapassa a marca de 2.000.
A análise, que consultou 195 dos principais fabricantes de alimentos do país, indica que a tendência de repasse de custos para o consumidor final deve persistir até o outono.
Até novembro deste ano, já estão programados aumentos para 14.902 itens, consolidando o quinto ano consecutivo, desde 2022, em que o total de produtos com preços elevados ultrapassa 10 mil.
Detalhamento dos setores e causas da alta
Ao analisar os dados por categoria, os números revelam os setores mais impactados:
- Alimentos processados (como congelados e arroz embalado): 5.780 itens.
- Temperos (caldos, molhos e shoyu): 3.467 itens.
Quando questionadas sobre os principais fatores para os reajustes, as empresas apontaram múltiplos motivos:
- Alta no custo de matérias-primas: 92,5%
- Custos logísticos: 71,9%
- Embalagens e materiais: 69,8%
- Situação no Oriente Médio: 24,7% (fator incluído na pesquisa a partir de maio)
A previsão é que setembro registre o maior volume de aumentos do ano, superando a marca de 3.000 itens.
A Teikoku Databank destaca que a combinação de custos elevados com energia, logística e materiais de embalagem, como filmes e tintas, somada à desvalorização do iene, que encarece as importações, mantém o cenário de “corrida de preços” em uma ampla gama de produtos.
Fonte: NHK



