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EUA rompem cessar-fogo após novos ataques do Irã; fim do acordo

O presidente dos EUA chama líderes iranianos de mentirosos e vê diplomacia como perda de tempo. Após trocas de ataques mútuos, o preço internacional do petróleo dispara.

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Redação

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Imagem de um ataque no Irã melhorada com IA
Imagem de um ataque no Irã melhorada com IA

O frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã colapsou de forma dramática. Na quarta-feira (8), horário de Washington, o presidente americano Donald Trump declarou que o memorando de entendimento assinado no mês anterior, que visava encerrar o conflito e estabelecer as diretrizes para a paz, está efetivamente “encerrado”

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Durante a cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, Trump desferiu duras críticas aos governantes iranianos, classificando-os como “mentirosos”, “trapaceiros” e “escória”, além de afirmar que não tem mais interesse em negociar com Teerã.

Retaliações dos EUA ao ataque anterior do Irã

O estopim para a derrocada diplomática foi uma violenta escalada militar no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais do mercado de energia global.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) realizou uma ofensiva massiva contra mais de 80 alvos em território iraniano — incluindo embarcações da Guarda Revolucionária, sistemas de defesa aérea e locais de lançamento de mísseis.

A ação americana ocorreu em retaliação a ataques anteriores do Irã com drones e mísseis de cruzeiro contra três navios comerciais na região. 

Segundo Trump, Washington deu tempo para que o Irã realizasse as cerimônias fúnebres do líder supremo Ali Khamenei, mas o país respondeu disparando contra embarcações.

Em contrapartida, Teerã revidou bombardeando 85 instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein, alegando violação soberana do acordo por parte dos americanos.

Diante do cenário de guerra, a Casa Branca agiu rápido: o Departamento do Tesouro revogou formalmente a licença especial que havia concedido poucas semanas antes, a qual autorizava a produção e venda de petróleo iraniano como concessão nas conversas de paz.

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Embora Trump tenha sinalizado que permitirá que os negociadores dos EUA — liderados pelo enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner — continuem conversando caso queiram, ele deixou claro seu ceticismo e desilusão com o processo. 

“No que me diz respeito, acabou. É apenas perda de tempo lidar com eles“, desabafou o presidente. Ele acusou Teerã de descumprir as promessas de desnuclearização e distorcer os termos do acordo para a imprensa.

Trump também elevou o tom ao chamar o governo iraniano de “câncer que deve ser cortado cedo” e ao acusar o regime de ter matado cerca de 54 mil manifestantes em protestos locais.

Repercussão imediata

A retórica belicista e o colapso do pacto político geraram ondas de choque imediatas na economia global.

Logo após as declarações de Trump em Ancara, os preços internacionais do petróleo dispararam mais de 5%, com o barril do tipo Brent superando a marca dos 79 dólares devido ao temor generalizado de desabastecimento na cadeia de suprimentos e ao risco de uma guerra aberta e generalizada no Oriente Médio.

Fontes: Al Jazeera, Iran Intl e Truth Social

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