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Crise no Irã: navios são atacados e funeral de Khamenei gera polêmica

Tensões nos navios no Estreito de Ormuz e crise nas ruas: o Irã diante de uma nova instabilidade.

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Redação

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Despedida do aiatolá Khamenei
Despedida do aiatolá Khamenei (IA)

O Estreito de Ormuz voltou a ser palco de graves incidentes na madrugada de terça-feira (7), quando 3 navios comerciais foram atingidos por mísseis e projéteis.

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A escalada ocorre em um momento crítico, logo após o travamento das negociações indiretas entre Teerã e Washington sobre a segurança na região.

De acordo com a agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), as embarcações afetadas incluem um navio de gás natural liquefeito (GNL) ligado ao Catar — que sofreu um incêndio na sala de máquinas —, um superpetroleiro com bandeira da Arábia Saudita e um terceiro navio atingido perto da península de Musandam, em Omã.

Autoridades dos EUA acusam o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de disparar os mísseis, resultando em danos estruturais significativos, embora sem registro de vítimas.

Por outro lado, a televisão estatal iraniana alegou que uma das embarcações foi alvejada após ignorar repetidos alertas ao navegar por uma rota apoiada pelos americanos.

O episódio expõe a fragilidade dos acordos de segurança no Estreito de Ormuz, ocorrendo poucas semanas após Teerã e Washington assinarem um memorando de entendimento que já perdeu a validade sem avanços concretos.

Funeral do aiatolá e as controvérsias nas ruas

Paralelamente aos conflitos marítimos, o Irã realizou o quinto dia de cerimônias fúnebres para o ex-Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, que foi morto no início de um recente conflito armado.

O cortejo fúnebre começou em Teerã, na terça-feira, enquanto as autoridades se preparam para multidões que podem rivalizar com as que compareceram ao funeral de seu antecessor há quase 4 décadas.

Embora o evento de despedida tivesse o objetivo de demonstrar a força e a legitimidade do regime, a procissão na capital foi marcada por forte confusão e desorganização.

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De última hora, os organizadores encurtaram drasticamente o trajeto planejado, desviando o comboio da tradicional Avenida Enghelab diretamente para a Avenida Azadi.

A liderança militar justificou a mudança alegando bloqueios nas vias e a necessidade de garantir a segurança dos presentes. No entanto, a alteração gerou duras críticas internas de parlamentares linha-dura e frustração entre os apoiadores do governo.

Nas redes sociais, analistas e cidadãos apontaram que a rota foi reduzida porque o comparecimento do público foi muito menor do que o esperado, configurando o que muitos chamaram de um “desastre de propaganda”.

Para aumentar o clima de incerteza, o novo Líder Supremo escolhido, Mojtaba Khamenei (filho de Ali Khamenei), não apareceu publicamente nas cerimônias, e o funeral ainda enfrenta disputas religiosas e operacionais sobre quem liderará as orações na sequência dos ritos na cidade sagrada de Najaf, no Iraque.

O sepultamento de Khamenei será realizado em sua cidade natal, Mashhad, na quinta-feira (9), horário local.

Fontes: Al Jazeera e Iran Intl

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