Um promotor de 48 anos, que atuou até o ano passado no prestigioso Departamento de Investigações Especiais da Procuradoria Distrital de Tóquio, está sob investigação por suspeita de manter um relacionamento inadequado com uma mulher que ele próprio havia interrogado.
Segundo fontes governamentais, a Procuradoria-Geral já estuda a aplicação de severas medidas disciplinares.
Vale destacar que, no sistema de justiça japonês, a conduta de policiais e promotores é regida por um padrão ético extremamente rígido. É terminantemente proibido qualquer tipo de envolvimento emocional, pessoal ou financeiro entre as autoridades e os investigados, visando garantir a total imparcialidade dos processos.
Romance põe fim à carreira
Os relatórios indicam que o envolvimento amoroso teria começado logo após os interrogatórios conduzidos pelo departamento. Há, ainda, a grave suspeita de que o promotor teria se encontrado com a mulher em acomodações custeadas com verbas públicas destinadas à própria investigação.
O funcionário ocupava o posto de “capitão” — uma função de liderança responsável por supervisionar os promotores em campo. Além do caso em que se envolveu pessoalmente, ele também liderava as investigações sobre o escândalo de violação da Lei de Controle de Fundos Políticos, que envolve festas de arrecadação de fundos de uma facção do Partido Liberal Democrático (PLD).
Violação do código de ética
Este não é um caso isolado de quebra de decoro no país. Em outubro do ano passado, um promotor da Procuradoria Distrital de Chiba foi punido e forçado a renunciar após a revelação de que ele havia aceitado favores econômicos, como jantares e bebidas gratuitas, de pessoas ligadas a processos que ele mesmo havia relatado anteriormente.
Fonte: NHK 


